Mecânica

Cinto de segurança inteligente mede até resistência óssea do passageiro

Cinto de segurança inteligente mede até resistência óssea do passageiro

Engenheiros da empresa japonesa Nissan, trabalhando em conjunto com o Centro de Impactos Cranfield, Inglaterra, desenvolveram um novo equipamento para deteção da densidade óssea das pessoas que deverá revolucionar o sistema de segurança dos veículos, permitindo a criação de cintos de segurança e airbags inteligentes, que dosam sua ação de acordo com a estrutura corporal de cada ocupante do veículo.

O sistema funciona a partir de um ultrasom tirado da ponta dos dedos, sendo os dados coletados utilizados para se estimar com alta precisão a resistência óssea de uma pessoa, em particular da região do tórax, a parte mais vulnerável a ferimentos causados pelo cinto de segurança durante acidentes.

A resistência óssea permite que o sistema calcule a tolerância de cada pessoa a um impacto, ajustando automaticamente a força do cinto de segurança. No caso de um acidente, ao invés de travar completamente, o cinto cederá ligeiramente, mantendo a firmeza da pessoa sem um impacto muito forte.

O sistema também deverá ajustar o acionamento dos airbags. Em veículos com airbag de dois estágios, por exemplo, o sistema poderá ser inteligente o suficiente para decidir se deve ou não acionar os dois estágios.

O escaneamento por ultrasom foi escolhido porque, ao contrário dos raios-X, não utiliza qualquer radiação ionizante, ainda que a dose fosse muito pequena para ser danosa às pessoas.

"Em sua forma mais simples, o equipamento poderá ser um pequeno buraco onde você coloca o dedo; ele aperta suavemente o dedo, faz a leitura e solta novamente," explicou Roger Hardy, diretor do laboratório Cranfield.





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