Robótica

Novo programa coordena equipes de robôs

Novo programa coordena equipes de robôs

Humanos são criaturas sociais, mas robôs não. Mas eles devem agir como um time, principalmente quando se espera que eles auxiliem em tarefas como a avaliação e o levantamento de locais afetados por desastres naturais. Para isso, pesquisadores de três Universidades norte-americanas se juntaram para escrever um roteiro que permitirá que robôs trabalhem em conjunto.

Liderados por Nikos Papanikolopoulos, pesquisadores das Universidades Minnesota, Pennsylvania e Caltech estão criando um programa de computador que irá permitir que pequenos robôs coordenem suas ações e completem tarefas complexas acionadas a partir de comandos de um operador humano.

"Há grandes desafios devido às restrições de tamanho e desempenho dos próprios robôs," explica Papanikolopoulos.

Para se tornarem uma ferramenta útil em locais de acidentes, equipes de robôs necessitam de um programa que permita o sensoriamento colaborativo, a exploração e o mapeamento distribuído e até mesmo a auto-coordenação do robôs sem a necessidade de um operador humano. Além de permitir que a equipe de robôs comunique os resultados de seu trabalho de forma coordenada às equipes humanas de resgate.

Os robôs experimentais, batizados de Scout (exploradores) são dotados de sistemas de visão e sensores tão avançados que permitem que os cientistas falem em "percepção robótica". Eles possuem uma câmera de vídeo, dois sensores óticos e um sensor piroelétrico, para a detecção do calor do corpo humano, além de um sistema de controle remoto de mão dupla.

Tudo isto em um cilindro de 10 centímetros de comprimento por 3,5 de diâmetro. E são tão robustos que continuam funcionando mesmo após caírem de uma altura de 30 metros.

Já o robô-coordenador, batizado de MegaScout, mede 30 centímetros de altura e possui um braço robótico capaz de abrir portas e até carregar os Scout.





Outras notícias sobre:

    Mais Temas