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Robótica

Regras de comportamento de robôs: Japão adota primeira lei de Asimov

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/05/2006

Regras de comportamento de robôs  Japão adota primeira lei de Asimov

O Ministério da Indústria, Comércio e Economia do Japão está elaborando um conjunto de regras de segurança que os robôs deverão respeitar. A preocupação se justifica pela crescente popularidade que os robôs domésticos estão apresentando naquele país

Em 1940, o escritor Isaac Asimov criou as três leis básicas da robótica:

  • 1ª Lei: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça.
  • 2ª Lei: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que, com isto, não contrarie a Primeira e a Segunda leis.

Por enquanto, o governo japonês está preocupado com os problemas tratados pela Primeira Lei de Asimov. Para isto, as autoridades estão propondo a instalação, em todos os robôs, de sensores que evitem, por exemplo, que eles se choquem com as pessoas.

E, caso os sensores falhem, o choque deverá ser o menos danoso possível, graças à utilização de materiais mais leves e macios na construção dos robôs. A imagem é do robô Hi-man, feito com material super-macio e capaz de carregar uma pessoa nos braços. Hoje, o mercado mais promissor para os robôs domésticos, no Japão, é no cuidado e como companhia de pessoas idosas.

Pilotos robóticos

Talvez a preocupação do governo japonês não seja assim tão precoce e devesse servir de inspiração para outros governos.

O fabricante francês de aviões Airbus, por exemplo, anunciou nesta semana que pretende substituir os pilotos por "agentes de software inteligentes" quando da necessidade de executar manobras para evitar choques entre aeronaves que se aproximem perigosamente.

Hoje, quando há uma aproximação inesperada, o piloto automático é desligado e o comandante humano deve retomar o controle da aeronave, tomando as decisões necessárias para evitar o choque.

Mas a empresa acredita que isto tem causado pânico excessivo entre os passageiros, já que os pilotos tendem a exagerar nas manobras, fazendo desvios e mudanças de rotas mais drásticos do que seria necessário. A empresa acredita que um robô poderá agir menos emocionalmente, sacudindo menos os passageiros.

Resta saber quão emocionalmente reagirão os passageiros, ao saber que as decisões sobre suas vidas estarão dependendo de um programa - por mais inteligente ou bem testado que ele seja. Sem contar que, nestes casos, um único robô estará tomando uma decisão que afetará a vida de centenas de pessoas.






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