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Agência Espacial Brasileira pede que Congresso apoie programa espacial

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, reuniu-se com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a quem pediu apoio ao Programa Espacial Brasileiro.

A principal preocupação apresentada por Ganem é quanto à descontinuidade do programa. Ele defendeu a necessidade do Congresso Nacional atuar para que o programa espacial assuma "um papel protagonista de programa de Estado".

Humores políticos

Segundo ele, o Programa Espacial Brasileiro "sofre descontinuidade a cada eleição". Para ele, um programa desta espécie não pode "ficar pendurado num desígnio de um partido ou daquele outro que ganhe". O presidente da AEB ressaltou que programa espacial é vital para setores como saúde, educação, integração de pesquisas e para as dimensões continentais do país.

Na conversa com o presidente do Senado, ele também reivindicou mais recursos. "Nós temos um pouquinho mais de dinheiro do que a Holanda para fazer um programa espacial completo com sítio de lançamentos, foguetes lançadores e uma família de satélites", argumentou.

Perdendo a corrida espacial

Ganem acrescentou que o Brasil se atrasa cada vez mais no desenvolvimento do programa. De acordo com ele, o Brasil iniciou os trabalhos na área espacial há 30 anos e, hoje, está atrás de vários países que "sequer eram protagonistas" nessa área, na época.

Hoje, alguns deles estão à frente do Brasil, já tendo ultrapassado o resultado de pesquisas de cientistas brasileiros. "Eles passaram a nossa frente, ganharam a corrida espacial, num negócio que é milhares de vezes mais compensador do que toda a balança comercial brasileira", afirmou o presidente da AEB.

Manter pesquisadores no Brasil

Outro assunto tratado com Sarney, de acordo com Ganem, foi a necessidade de se criar mecanismos para que o Brasil conserve seus pesquisadores em instituições nacionais.

"É preciso permitir que a massa crítica do Brasil trabalhe no país em prol do Programa Espacial Brasileiro e não vá trabalhar em programas análogos como os da Nasa [Agência Espacial Americana] e da Roskosmos [Agência Espacial Russa], que são agências de grandíssimo porte que aproveitam a mão de obra formada no programa do Brasil, a um custo altíssimo, para que trabalhe por míseros salários, triviais, nestes programas espaciais", disse.





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