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Meio ambiente

Circuitos eletrônicos ganham botão de autodestruição

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/05/2015

Circuitos eletrônicos ganham botão de autodestruição
Este circuito se autodestruiu após receber um comando de rádio - só restou a bobina que ligou a autodestruição.
[Imagem: Scott White/University of Illinois]

Autodestruição eletrônica

Preocupado em reciclar seus aparelhos eletrônicos quando eles chegarem ao fim das suas curtas vidas úteis?

A solução pode ser disparar um mecanismo de autodestruição que faça com eles desapareçam quase instantaneamente - o "botão" de autodestruição pode ser acionado por calor ou por controle remoto.

"Nós criamos equipamentos eletrônicos que estão lá quando você precisa deles, e que se vão quando você não necessita mais deles," disse o professor Scott White, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, cuja equipe já havia criado circuitos eletrônicos que se dissolvem na água.

"Esta é uma forma de criar sustentabilidade nos materiais que são usados na eletrônica moderna. Esta foi nossa primeira tentativa para usar um estímulo ambiental para acionar a autodestruição," completou.

Os circuitos eletrônicos com autodestruição acionada por calor são feitos à base de magnésio e recobertos com uma cera contendo gotas microscópicas de um ácido fraco. Quando o aparelho é aquecido, a cera se funde, o ácido vaza e dissolve completamente o circuito em pouco tempo.

Para acionar a reação remotamente, o circuito recebeu um receptor de radiofrequência e uma bobina indutiva, que aquece a cera quando o rádio recebe o comando adequado.

Autodestruição seletiva

A velocidade do processo de autodestruição pode ser controlada variando a espessura da camada de cera e o conteúdo de ácido.

A equipe demonstrou circuitos eletrônicos que se autodestruíram em períodos de 20 segundos a dois minutos.

Segundo os pesquisadores, também é possível degradar os circuitos em etapas, usando diferentes camadas de ceras com diferentes temperaturas de fusão. Isto daria um controle mais preciso sobre quais partes de um dispositivo se manteriam operacionais, criando possibilidades de dispositivos sofisticados que podem sentir algo no ambiente e responder a essas alterações.

Embora o conceito seja interessante, os circuitos eletrônicos tradicionais não são feitos de magnésio, e agora será necessário tentar adaptar a técnica para aparelhos reais.

Bibliografia:

Artigo: Thermally triggered degredation of transient electronic devices
Autores: Chan Woo Park, Seung-Kyun Kang, Hector Lopez Hernandez, Joshua A. Kaitz, Dae Seung Wie, Jiho Shin, Olivia P. Lee, Nancy R. Sottos, Jeffrey S. Moore, John A. Rogers, Scott R. White
Revista: Advanced Materials
Vol.: Published online
DOI: 10.1002/adma.201501180





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