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Espaço

Curiosity encontra indícios de lago antigo em Marte

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/12/2013

Lago em Marte
Teoricamente o lago seria adequado para hospedar microrganismos procarióticos, similares aos da Terra - contudo, até o momento não foi encontrado nenhum indício dos microrganismos propriamente ditos.
[Imagem: Science/AAAS]

Quimiolitoautótrofos

Novos dados do robô Curiosity, que está explorando Marte desde Agosto do ano passado, revelam que o local onde o robô pousou era um lago há bilhões de anos atrás.

As interpretações dos dados dão conta de que esse lago seria teoricamente capaz de abrigar micróbios conhecidos como um quimiolitoautótrofos, microrganismos que utilizam compostos presentes em rochas e minerais para obter energia.

Na Terra, os quimiolitoautótrofos são comumente encontrados em cavernas e em torno de fontes hidrotermais - ainda não há sinais de que eles existam ou tenham existido em Marte.

A análise detalhada, usando praticamente todos os instrumentos do robô, foi realizada por várias equipes de cientistas, resultando na publicação simultânea de nada menos do que seis artigos na revista Science.

Lago marciano

Depois de ter feito uma exploração inicial no local onde pousou - a cratera Gale -, o robô Curiosity foi enviado para investigar uma anomalia térmica em uma fenda de 5 metros de profundidade, conhecida coma Bay Yellowknife ("baía da faca amarela" em tradução livre, uma homenagem a uma região do mesmo nome localizada no Canadá).

Lá, o robô se deparou com um arranjo de rochas sedimentares com diversas granulometrias, que sugerem a existência de um lago cerca de 3,6 bilhões de anos atrás, que deve ter durado por dezenas ou centenas de milhares de anos, tempo necessário para depositar o material encontrado.

O tipo de rocha identificado, conhecido genericamente como argilito, forma-se em condições de águas calmas, conforme grãos de sedimentos muito finos, presentes em águas muito calmas ou paradas, vão se depositando no fundo, camada por camada.

Os dados indicam que esse lago teria tido um pH relativamente neutro, baixa salinidade e uma série de elementos biologicamente importantes, como carbono, hidrogênio, oxigênio, enxofre, nitrogênio e fósforo.

É essa composição, de acordo com os pesquisadores, que tornaria o lago teoricamente adequado para hospedar microrganismos procarióticos, similares aos da Terra - contudo, até o momento não foi encontrado nenhum indício dos microrganismos propriamente ditos em Marte.







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