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Desindustrialização: Indústria paulista fechará 100 mil empregos em 2012

Efeito cascata

O nível de emprego da indústria paulista deverá fechar o ano com 100 mil empregos a menos.

O cálculo é de Paulo Francini, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, a estimativa da Fiesp é que o emprego na indústria paulista encerre o ano com uma taxa 2,3% menor do que 2011.

"Fechar o ano em -2,3% representa alguma coisa como mais de 100 mil empregos a menos do que se tinha no final do ano passado. E isso tem um efeito-contágio," disse ele.

O efeito-contágio, também conhecido como efeito cascata, refere-se ao impacto sobre o emprego em empresas que fornecem componentes, projetos e serviços para as indústrias paulistas.

Erro primário

Apenas no mês de junho foram fechados 7 mil postos de trabalho na indústria de São Paulo.

Com exceção de 2009, ano de agravamento da crise financeira internacional, este é o pior resultado mensal da série iniciada em 2006.

De acordo com Francini, a queda do índice em junho só não foi maior porque o estado de São Paulo mostrou o "novo rosto" da sua economia: o setor de açúcar e álcool abriu 16.533 vagas, mostrando os efeitos da "primarização" também sobre o estado mais industrializado do país.

O processo de "primarização" - equivalente à desindustrialização - refere-se ao aumento da participação das commodities (matérias-primas), representantes do setor primário da economia, em detrimento dos bens industrializados, do setor secundário - o setor terciário responde pelos serviços.





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