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Filamento de poeira espacial é berço de estrelas

Filamento de poeira espacial é berço de estrelas
A parte superior direita do filamento chama-se Barnard 211, enquanto a parte inferior esquerda é a Barnard 213.[Imagem: ESO/APEX/A. Hacar et al./DSS2/Davide De Martin]

Nuvem molecular

Uma nova imagem do telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment), situado no Chile, mostra um filamento sinuoso de poeira cósmica com mais de dez anos-luz de comprimento.

No seu interior estão escondidas estrelas recém-nascidas e nuvens densas de gás, prestes a colapsar e formar ainda mais estrelas.

Os grãos de poeira cósmica são tão frios que são necessárias observações no comprimento de onda do milímetro para detectar seu brilho tênue.

A chamada nuvem molecular do Touro, na constelação do Touro, está a cerca de 450 anos-luz de distância - uma das regiões de formação estelar mais próximas de nós.

Esta imagem mostra duas partes de uma estrutura filamentar muito comprida, conhecidas como Barnard 211 e Barnard 213.

Os nomes vêm do atlas fotográfico de "marcas escuras do céu", compilado por Edward Emerson Barnard no início do século XX.

No visível estas regiões aparecem como tiras escuras, sem estrelas.

Barnard argumentou de forma correta que esta aparência se devia a "matéria obscurecente no espaço". Sabemos hoje que estas marcas escuras são na realidade nuvens de grãos de poeira e gás interestelar.

Frieza espacial

Os grãos de poeira - partículas finíssimas, parecidas com cinza fina e areia - absorvem a radiação visível, o que nos impede de ver diretamente o rico campo estelar por trás das nuvens.

Isso é agravado pela ausência de grandes estrelas que pudessem iluminar a região, como ocorre na Nebulosa de Órion.

Os grãos de poeira emitem um fraco brilho.

Mas, como são extremamente frios, com temperaturas de cerca de - 260º Celsius, a sua radiação só pode ser observada em comprimentos de onda muito maiores que os da radiação visível, a cerca de um milímetro.





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