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Físico brasileiro ganha Prêmio Templeton de 2019

Físico brasileiro recebe Prêmio Templeton de 2019
Marcelo Gleiser é autor de vários livros que tratam de ciência, física e espiritualidade.[Imagem: Eli Burakian/Dartmouth College]

Ciência e religião

O brasileiro Marcelo Gleiser, físico teórico, cosmólogo e um dos principais defensores da visão de que ciência, filosofia e espiritualidade são expressões complementares da necessidade humana de abraçar o mistério e o desconhecido, foi anunciado hoje como o ganhador do Prêmio Templeton de 2019.

Autor de livros que tratam de ciência, física e espiritualidade - cinco livros em inglês e nove livros em português -, ele defende a discussão sobre a busca de pesquisas em torno do universo e questões ligadas à espiritualidade.

O prêmio, concedido pela Fundação John Templeton, é uma condecoração anual concedida a pessoas que contribuíram de forma "excepcional" para a afirmação da dimensão espiritual da vida por meio de ações e trabalhos práticos. Ele já foi concedido a personalidades como Madre Teresa, Desmond Tutu e Dalai Lama.

Além do reconhecimento, o ganhador do prêmio recebe uma quantia em dinheiro no valor de US$1,4 milhão, o equivalente a R$5,4 milhões.

Marcelo Gleiser é atualmente professor da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos.

Gleiser ganhou reconhecimento internacional por meio de livros, ensaios, blogs, documentários de TV e conferências que apresentam a ciência como uma busca espiritual.

Ciência do misterioso

Por 35 anos, a pesquisa do físico inclui uma vasta lista de temas como o comportamento de campos quânticos e partículas elementares até a cosmologia do universo primordial, a dinâmica das transições de fase, a astrobiologia e novas medidas fundamentais de entropia e complexidade baseadas em informações.

O texto de divulgação do Prêmio Templeton descreve Gleiser como "uma voz proeminente entre os cientistas, do passado e do presente, que rejeitam a noção de que apenas a ciência pode levar a verdades fundamentais sobre a natureza da realidade".

Nas entrevistas, o físico costuma descrever a ciência como um "compromisso com o misterioso" inseparável da relação da humanidade com o mundo natural.

"O caminho para a compreensão e a exploração científica não é apenas sobre a parte material do mundo, mas também é uma parte espiritual do mundo. Minha missão é trazer de volta para a ciência, e para as pessoas interessadas na ciência, esse apego ao misterioso, para fazer as pessoas entenderem que a ciência é apenas mais uma maneira de nos envolvermos com o mistério de quem somos," disse o professor Gleiser em sua aceitação em vídeo do prêmio.





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