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Fotografada estrela mais distante no Universo

Fotografada estrela mais distante no Universo
A luz de uma estrela que explodiu há 13 bilhões de anos chegou à Terra, estabelecendo um novo recorde do objeto astronômico individual mais distante já observado. [Imagem: Gemini Observatory/NSF/AURA, D. Fox and A. Cucchiara (Penn State Univ.) and E. Berger (Harvard Univ.)]

Erupção de raios gama

A luz de uma estrela que explodiu há 13 bilhões de anos chegou à Terra, estabelecendo um novo recorde do objeto astronômico individual mais distante já observado.

Na semana passada, havia sido batido o recorde do aglomerado de galáxias mais distante conhecido até hoje, localizado a 10,2 bilhões de anos-luz da Terra.

As características da explosão, do tipo conhecido como erupção de raios gama, mostram que as estrelas massivas já se formavam apenas 630 milhões de anos depois do Big Bang.

Erupções de raios gama são as mais violentas - e luminosas - explosões no Universo. Os cientistas estimam que estejam associadas com a formação de buracos negros a partir de estrelas supermassivas, entre outros eventos cósmicos extremamente violentos.

Deslocamento para o vermelho

A detecção da erupção, denominada GRB 090423, foi feita por duas equipes independentes de astrônomos. Eles mediram o chamado deslocamento para o vermelho (redshift) do objeto em aproximadamente 8.2 - o deslocamento para o vermelho é uma alteração na forma como a frequência das ondas de luz é observada em função da velocidade relativa entre a fonte emissora e o observador - .

O valor implica que a explosão ocorreu quando o Universo tinha menos de 5% da sua idade atual. Até então, o mais antigo registro correspondia a um deslocamento para o vermelho de 6.96, de um evento 150 milhões de anos mais recente do que a GRB 090423.

Idada da Trevas cósmica

Além da simples quebra de um recorde, a idade do objeto agora descoberto abre uma janela em uma era cosmológica que não estava acessível à observação. Até então, pensava-se que a "idade das trevas" cósmica teria terminado cerca de 800 milhões a 900 milhões de anos depois do Big Bang, quando a luz de estrelas e galáxias ionizou novamente o gás então neutro que permeava o Universo.

Segundo os autores dos estudos, à medida que mais erupções de raios gama dos primórdios do Universo são descobertas, deverá ser possível conhecer o progresso dessa reionização, que levou ao meio intergaláctico atual.

Bibliografia:

GRB 090423 at a redshift of z approximately 8.1
R. Salvaterra et al.
Nature
29 October 2009
Vol.: 461, 1258-1260
DOI: 10.1038/nature08445




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