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Nanotecnologia

Fulertubo: Descoberta uma molécula com 130 átomos de carbono

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/05/2024

Fulertubo: Descoberta uma molécula com 130 átomos de carbono
Ilustração dos fulertubos, ou C130.
[Imagem: Emmanuel Bourret et al. - 10.1021/jacs.3c09082]

Fulereno em formato de tubo

Depois de anos de terem sido previstos teoricamente, uma equipe internacional de cientistas conseguiu finalmente sintetizar os fulertubos, moléculas em forma de tubo formadas por 130 átomos de carbono.

Um fulertubo é basicamente um conjunto de átomos de carbono dispostos para formar uma gaiola tubular fechada.

Para isolar a tão procurada molécula, Emmanuel Bourret e seus colegas de várias instituições geraram um arco elétrico entre dois eletrodos de grafite para produzir fuligem contendo diversos tipos de moléculas de fulereno, entre as quais foi finalmente identificado o fulereno em forma de tubo.

Cada fulertubo mede pouco menos de 2 nanômetros de comprimento por 1 nm de largura.

"A estrutura do tubo é basicamente composta de átomos dispostos em hexágonos," disse Bourret. "Nas duas extremidades, esses hexágonos estão ligados por pentágonos, o que lhes confere uma forma arredondada."

Fulertubo: Descoberta uma molécula com 130 átomos de carbono
Esta molécula de formato curioso poderá ser usada como catalisador para a produção de combustíveis limpos.
[Imagem: Emmanuel Bourret et al. - 10.1021/jacs.3c09082]

Fulertubo

O fulertubo é um parente dos fulerenos, moléculas que são representadas como gaiolas de hexágonos e pentágonos interconectados e apresentam uma ampla variedade de tamanhos e formas, sendo o mais famoso o fulereno C60, composto de 60 átomos de carbono e com o formato de uma bola de futebol - alguns preferem chamá-lo pelo nome em inglês, que é buckball.

Os fulerenos C120 são menos comuns. Eles são mais longos e têm o formato de um tubo coberto em cada extremidade com as duas metades de um fulereno C60.

O fulertubo C130 (seu nome científico completo é C130-D5h) é mais alongado do que o C120 e ainda mais difícil de fabricar.

Os pesquisadores agora querem saber se, a exemplo de diversos outros fulerenos, o C130 também terá aplicações práticas.

"É difícil dizer nesta fase, mas uma possibilidade pode ser a produção de hidrogênio. Atualmente, o que se usa é um catalisador feito de platina e rubídio, ambos raros e caros. Substituí-los por estruturas de carbono como o C130 tornaria possível a produção de hidrogênio de uma forma ‘mais verde’," disse o professor Michel Côté.

Bibliografia:

Artigo: Colossal C130 Fullertubes: Soluble [5,5] C130-D5h(1) Pristine Molecules with 70 Nanotube Carbons and Two 30-Atom Hemifullerene End-caps
Autores: Emmanuel Bourret, Xiaoyang Liu, Cora A. Noble, Kevin Cover, Tanisha P. Davidson, Rong Huang, Ryan M. Koenig, K. Shawn Reeves, Ivan V. Vlassiouk, Michel Côté, Jefferey S. Baxter, Andrew R. Lupini, David B. Geohegan, Harry C. Dorn, Steven Stevenson
Revista: Journal of the American Chemical Society
Vol.: 145, 48, 25942-25947
DOI: 10.1021/jacs.3c09082
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