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Furnas começa a consorciar energia hidrelétrica com energia solar

Com informações da Agência Brasil - 06/01/2020

Furnas começa a consorciar energia hidrelétrica com energia solar
Várias tecnologias estão sendo desenvolvidas para armazenar as energias renováveis, tipicamente intermitentes.
[Imagem: Franz Georg Pikl/TU Graz]

Armazenamento de energia

A partir da instalação de um sistema de geração de energia solar fotovoltaica no entorno e no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itumbiara, no rio Paranaíba, a Furnas Centrais Elétricas pretende estudar como este tipo de unidade pode ampliar o tipo de energia produzida.

Itumbiara é a maior usina do Sistema Furnas e fica localizada entre os municípios de Itumbiara (GO) e Araporã (MG).

"É uma usina para estudos," salientou o gestor técnico de Furnas, Jacinto Maia Pimentel. "Vamos armazenar energia gerada através da fonte solar, porque ela só pode ser gerada durante o dia. Para buscar ter um período maior de fornecimento de energia de origem solar, a gente armazena.

O armazenamento de energia é feito em baterias eletroquímicas comuns e também através de hidrogênio, gás que pode ser usado para a geração de energia elétrica por meio de combustão ou através de células a combustível.

Baterias e hidrogênio

O projeto básico já foi iniciado e deve ser concluído em 32 meses. "Estamos com 16 meses, no meio do projeto em termos de prazo", revelou o gestor técnico.

O projeto, que deverá estar pronto em 16 meses, prevê investimentos de R$ 44,6 milhões e é resultado de uma parceria com a empresa Base-Energia Sustentável, associada à Universidade Estadual Paulista (Unesp), à Universidade de Campinas (Unicamp), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Goiás (Senai-GO), à Universidade de Bradenburgo (Alemanha) e à PV Solar.

"Isso facilita a nossa rota tecnológica porque (significa) trabalhar com quem já tem experiência; a gente não fica reinventando o que já foi trabalhado. A gente já vai trabalhar daquele ponto para a frente," disse Jacinto, detalhando que a Universidade de Bradenburgo fornecerá a experiência no armazenamento de hidrogênio.

Com os equipamentos já entregues, o projeto entra agora na fase de montagem. "São duas fontes de geração solar fotovoltaica. Uma no solo e outra será flutuante, no reservatório," contou Jacinto. A planta do solo já tem todo o sistema de suporte dos módulos fotovoltaicos montado.

Energia consorciada

A energia solar que será gerada pela usina fotovoltaica será destinada ao sistema de serviços auxiliares da usina hidrelétrica. Essa energia totalizará 1000 kWp (quilowatts pico, unidade de potência associada à energia fotovoltaica), dos quais 200 kWp serão provenientes das placas localizadas no reservatório da usina, que serão interligados aos 800 kWp das demais placas instaladas em solo.

Em junho, Furnas espera realizar o comissionamento da planta, finalizando os testes para colocação da unidade em operação. Serão testados todos os equipamentos e a interligação entre eles. Com isso, a previsão é que até o final de junho, a usina estará funcionando dentro da sua capacidade nominal, permitindo que se iniciem estudos de utilização das energias renováveis em consórcio com a hidrelétrica.

A perspectiva é que, se tudo der certo, esse sistema de geração de energia solar e hidrelétrica poderá ser implantado em outras usinas de Furnas pelo Brasil. "Furnas já estuda uma forma de utilizar as áreas de suas usinas e seus reservatórios para gerar energia solar também," disse Jacinto.







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