Informática

Três projetos tentam desenhar a Internet do Futuro

A Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF) selecionou três projetos multi-institucionais para desenvolver, implantar e testar futuras arquiteturas para a Internet.

Essas redes-piloto pretendem aumentar a segurança, responder aos desafios de novos serviços e permitir a escalabilidade da infraestrutura de informações em que os usuários da Internet cada vez mais confiam.

A expectativa não é que uma dessas arquiteturas vá substituir a base instalada da Internet inteira.

Em vez disso, esses novos conceitos vão tentar criar um caminho além da arquitetura de hoje, que aborde os desafios atuais e os emergentes.

Rede de Dados Nomeada

Internet do Futuro: três abordagens
Arquitetura NDN (Named Data Networking), ou RDN (Rede de Dados Nomeada). [Imagem: Jeff Burke/UCLA]

Dando nomes aos dados, em vez de sua localização - o endereço IP - a RDN (Rede de Dados Nomeada) transforma dados em entidades.

Enquanto a Internet atual protege o canal de comunicação ou o caminho entre dois pontos de comunicação - e eventualmente os dados, com criptografia - a RDN permite separar a confiança nos dados da confiança nos hosts e servidores.

A Internet atual é baseada no modelo cliente-servidor. Entretanto, seu uso predominante é centrado na criação, disseminação e entrega de conteúdo, e esta tendência deverá se manter no futuro previsível.

O modelo cliente-servidor básico não incorpora mecanismos adequados para garantir segurança na funcionalidade orientada a conteúdo, independentemente da localização física específica onde resida o conteúdo.

Para isso, a arquitetura RDN move o paradigma da comunicação do foco atual no "onde", ou seja, nos endereços, servidores e hosts, para "o que", ou seja, o conteúdo que os usuários e as aplicações usam.

Mobilidade Primeiro

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Arquitetura MobilityFirst, algo como MobilidadePrimeiro, que assume que todos os equipamentos conectados à Internet são móveis. [Imagem: WINLAB/Rutgers University]

O projeto MobilityFirst - "mobilidade em primeiro lugar", em tradução livre - propõe uma arquitetura centrada na mobilidade como norma, e não como exceção.

A arquitetura utiliza "Conexões Tolerantes a Atrasos Generalizados" (GDTN: Generalized Delay-Tolerant Networking) para garantir robustez às comunicações mesmo na ocorrência de desconexões da rede.

Essa arquitetura, integrada com a utilização de chaves públicas autocertificadas, pretende garantir uma rede inerentemente confiável.

O projeto centra-se no estabelecimento de um equilíbrio entre mobilidade e escalabilidade, e sobre o uso oportunístico dos recursos da rede para garantir uma comunicação eficaz entre os pontos finais, os usuários e seus equipamentos tipicamente móveis.

Arquitetura de Internet Expressiva

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Arquitetura XIA (XIA: eXpressive Internet Architecture), ou AIE (Arquitetura de Internet Expressiva). [Imagem: Peter Steenkiste/XIA]

A Arquitetura de Internet Expressiva (XIA: eXpressive Internet Architecture) tem como centro de suas preocupações a crescente diversidade de modelos de uso da rede e a crescente necessidade de comunicações confiáveis, além do crescente conjunto de atores que coordenam suas atividades de prestação de serviços de Internet.

O modelo XIA pretende atender a essas necessidades criando uma única rede que ofereça suporte inerentemente seguro para os elementos comunicantes, sejam eles os hosts, conteúdos e serviços atuais, sejam entidades futuras, ainda desconhecidas ou nem sequer idealizadas.

O projeto inclui experimentos com usuários para avaliar e aperfeiçoar a interface entre a rede e esses usuários.

Os estudos vão incluir a análise da relação entre as decisões técnicas do projeto, os incentivos econômicos para sua implementação e as políticas públicas envolvidas.

Os resultados dos três projetos deverão ser apresentados até 2016.





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