Robótica

Laboratório único no mundo permitirá teste de robôs assistentes

Laboratório único no mundo permitirá teste de robôs assistentes
Este laboratório único no mundo tem todos os equipamentos necessários para simular um mundo que parece se mover, o que é uma realidade para pessoas fisicamente debilitadas.[Imagem: Toronto Rehab]

Inclusão robótica

Depois de ficar um perdida em meio a uma série de expectativas frustradas, a robótica parece ter finalmente encontrado um nicho para a inserção dos robôs na sociedade.

Enquanto os robôs assistentes não se tornam capazes de ajudar a lavar a louças ou limpar a casa, a nova onda de "inclusão robótica" está se dando através do suporte a pessoas idosas, com deficiências físicas e pacientes hospitalizados.

Os exoesqueletos e as próteses robotizadas - como braços biônicos e pés robotizados - são exemplos de soluções capazes de dar à robótica um senso de realidade.

A grande vantagem é que, com o avanço das interfaces neurais, é cada vez mais factível conectar a próteses biônicas diretamente ao cérebro humano, eliminando a complicada tarefa de criar um cérebro robótico.

Laboratório para teste de robôs

Os engenheiros e cientistas envolvidos na área - os roboticistas - estão agora superando o primeiro desafio para gerar soluções práticas: montar um laboratório onde seja possível simular as diversas condições com que se deparam as pessoas que deverão usufruir do auxílio dos robôs.

A equipe do Instituto de Reabilitação de Toronto, no Canadá, sabe bem como lidar com as dificuldades motoras de pessoas acidentadas, deficientes ou idosas.

E eles usaram essa experiência para construir um laboratório único no mundo, uma plataforma inteiramente móvel, contendo uma cabine onde é possível simular as situações com que se deparam as pessoas que deverão usar os exoesqueletos e outros equipamentos de auxílio e suporte.

O resultado é o CEAL (Challenging Environment Assessment Laboratory), um laboratório para avaliação de situações desafiadoras.

Mundo que parece se mover

Imagine um idoso que se aproxime de uma escada: ele sobe os primeiros degraus, desequilibra-se, e cai.

Como simular essa situação, para que se possa avaliar se um exoesqueleto será capaz de contrabalançar o desequilíbrio e manter a pessoa de pé?

É simples: faça com que a escada se movimente, exatamente como parece estar acontecendo com a pessoa que se desequilibra.

Esta será apenas uma das muitas possibilidades e situações que serão avaliadas no CEAL.

Outras incluirão pisos escorregadios, diversos graus de inclinação para testes de cadeiras de rodas, degraus que parecem ficar mais altos ou mais baixos, sonorizações repentinas, que fazem com que a pessoa se assuste e desequilibre etc.





Outras notícias sobre:

    Mais Temas