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Maiores especialistas em levitação magnética estão no Brasil

Maiores especialistas em levitação magnética estão no Brasil
Com inauguração prevista para 2015, o Maglev Cobra irá transportar professores, alunos, funcionários e visitantes na UFRJ.[Imagem: Coppe/UFRJ]

O Rio de Janeiro sedia nesta semana a 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares - Maglev 2014 (The 22nd International Conference on Magnetically Levitated Systens and Linear Drives).

A conferência reúne os maiores especialistas do mundo em levitação magnética para discutir os avanços da tecnologia e suas principais aplicações em mobilidade urbana.

Esta é a segunda vez que a Conferência Internacional Maglev acontece no Hemisfério Sul. A primeira foi em 2000, também na cidade do Rio de Janeiro. Promovido desde 1977, o evento já foi realizado em países da Ásia, da Europa e da América do Norte. A coordenação é do professor da Coppe/UFRJ, Richard Stephan.

Trem de levitação brasileiro

O Brasil está entre os países com resultados mais avançados na área: o Maglev Cobra, desenvolvido na Coppe, é o primeiro veículo de levitação magnética para transporte urbano do Hemisfério Sul.

Com inauguração prevista para 2015, o veículo irá transportar professores, alunos, funcionários e visitantes na UFRJ.

Composto por quatro módulos de 1,5 metro de comprimento cada, o Maglev Cobra pode transportar até 30 passageiros por viagem. Como se trata de uma linha experimental para demonstrar a tecnologia de levitação a partir de supercondutividade, o trem circulará a uma velocidade de 20 km/hora. Entretanto, o veículo poderá atingir até 100 km/hora ou mais, com segurança, em percursos mais longos.

Em lugar das rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio líquido - a -196 graus centígrados, a cerâmica adquire a propriedade de repelir um campo magnético gerado nos trilhos.

O Maglev Cobra tem uma série de vantagens se comparado a outros meios de transporte. A principal delas é o baixo custo. Por dispensar instalações complexas e dispendiosas, seu custo de implantação, por quilômetro, é estimado em R$ 33 milhões - cerca de um terço dos R$ 100 milhões necessários para cada quilômetro construído de um metrô subterrâneo no Rio de Janeiro.





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