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Mecânica

Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem

Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/05/2020

Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem
Motor elétrico automotivo - para veículos totalmente elétricos - adaptado ao espaço de instalação.
[Imagem: Schaeffler]

Fordismo para carros elétricos

O fordismo - a linha de montagem, o processo produtivo idealizado por Henry Ford - foi a revolução que viabilizou a expansão da indústria automobilística, responsável por impulsionar a economia mundial por mais de um século.

Então, se os carros elétricos pretendem mesmo tomar a dianteira, aposentando de vez os motores a combustão, então precisaremos providenciar uma "revolução fordista para os motores elétricos", defende Jürgen Fleischer, do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha.

Atualmente, os motores elétricos automotivos são produzidos principalmente em pequenos lotes ou com baixa produtividade, em fábricas apenas parcialmente automatizadas, em linhas de transferência altamente especializadas, mas muito inflexíveis, e onde não é incomum encontrar processos ainda sendo realizados manualmente, destaca o engenheiro.

Por isso, ele e sua equipe estão apostando no desenvolvimento de um novo sistema de produção mais ágil e baseado em um produto modular, o que permitirá sua aplicação a motores elétricos de várias tecnologias.

"Dessa forma, permitiremos uma futura produção flexível, mas ainda economicamente eficiente, de vários modelos e quantidades de motores elétricos baseados em várias tecnologias. Isso permitirá que efeitos de escala de redução de custo sejam usados para várias séries de produtos e tecnologias de fabricação," disse Fleischer.

Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem
Este é um protótipo de estator com um enrolamento de fio plano compacto, produzido com a ajuda da nova tecnologia de fabricação.
[Imagem: Gehring]

Motores elétricos automotivos

A equipe está trabalhando em três projetos parciais paralelos: O primeiro é um kit de produto integrado baseado em estruturas modulares e robustas e métodos flexíveis de desenvolvimento e projeto; o segundo projeto parcial abrange as estruturas e tecnologias necessárias para os sistemas flexíveis; e o terceiro projeto parcial tem como objetivo comercializar o sistema de produção, de modo que os resultados do projeto de pesquisa possam ser transferidos para a escala industrial.

Além disso, soluções parciais e o sistema completo para o desenvolvimento ágil de motores elétricos automotivos estão passando por validações técnicas e econômicas.

"Um sistema de produção ágil baseado em um processo de desenvolvimento de produto integrado será decisivo para o sucesso econômico da nossa abordagem flexível," explica Fleischer. "O sistema é capaz de acomodar mudanças e é caracterizado por elementos modulares de fabricação, interfaces padronizadas e conceitos de dimensionamento. Dessa forma, ele pode responder com flexibilidade às mudanças nos requisitos de mercado e tecnologia."

A expectativa é que tudo isso ajude a reduzir o risco empresarial e facilite a adoção da tecnologia flexível.






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