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Nanossatélite brasileiro confirma teoria sobre campo magnético

Com informações do INPE e MCTI - 21/11/2014


Anomalia Magnética do Atlântico Sul

Dados obtidos pelo primeiro satélite científico brasileiro, o cubesat NanosatC-Br1, confirmam informações teóricas sobre o campo magnético da Terra.

Lançado há cinco meses, o pequeno satélite desenvolvido em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) leva a bordo um magnetômetro cujas informações geradas comprovam a presença da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Amas).

Além disso, os dados mostram valores da intensidade do campo magnético condizentes com os obtidos pelos modelos da Associação Internacional de Geomagnetismo e Aeronomia (IAGA, na sigla em inglês).

Os resultados obtidos comprovam a validade do uso de experimentos em pequenos satélites (cubesats) para a investigação de fenômenos eletrodinâmicos sobre a América do Sul.

Uma pré-análise científica das observações coletadas pelo magnetômetro XEN-1210, em operação a bordo do NanosatC-Br1, mostra uma ótima correlação dos dados em comparação com valores teóricos previstos para a intensidade do campo geomagnético para a mesma altitude com a modelagem teórica.

"Com o NanosatC-Br1 pudemos confirmar a previsão dos valores teóricos da intensidade do Campo Magnético Total da Terra, conforme previsto pelo modelo International Geomagnetic Reference Field [IGRF] da Iaga e União Internacional de Geodésia e Geofísica (IUGG)," comemora Nelson Jorge Schuch, coordenador do Programa NanosatC-BR.

CBERS-4

Enquanto isso, o satélite CBERS-4 está pronto para ser lançado da base chinesa de Taiyuan. A previsão é que o lançamento ocorra no dia 7 de Dezembro.

A revisão de prontidão do satélite (SRR, na sigla em inglês), necessária para a autorização do enchimento dos tanques de combustível do CBERS-4, foi concluída na última terça-feira (18) pelos especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (InpeI) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast). O satélite sino-brasileiro está na base chinesa de Taiyuan, local do lançamento previsto para 7 de dezembro.

"Os resultados dos testes elétricos realizados no satélite mostraram que não houve danos durante o seu transporte do centro espacial de Beijing para o centro técnico do TSLC [Taiyuan Satellite Launch Center]. As atividades de preparação final do satélite e a instalação do painel solar foram realizadas com sucesso", explica o coordenador do segmento espacial do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), Antônio Carlos de Oliveira Júnior.

Após a operação de enchimento dos tanques, o satélite será instalado na coifa e transferido para a torre de lançamento. Será então acoplado ao foguete Longa Marcha-4 para a realização dos testes de pré-lançamento.

O CBERS-4 é o quinto satélite do programa. Foram lançados com sucesso o CBERS-1 (1999), o CBERS-2 (2003) e o CBERS-2B (2007). Uma falha no lançador chinês impediu a colocação em órbita do CBERS-3, em dezembro de 2013.







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