Plantão

Nave tripulada chinesa acopla-se no espaço com ajuda brasileira

Nave tripulada chinesa acopla-se no espaço com ajuda brasileira
Centro de controle chinês mostra imagens da operação de acoplamento automatizada entre a nave Shenzhou-9 e o laboratório espacial Tiangong-1. [Imagem: Xinhua]

Acoplamento automático

Foi realizado com sucesso, na madrugada desta segunda-feira, a primeira acoplagem de uma nave chinesa tripulada.

A operação automática reuniu em órbita a nave Shenzhou-9 e o laboratório espacial Tiangong-1, o primeiro módulo da futura estação espacial chinesa.

Os três astronautas apenas assistiram a manobra, que foi totalmente automatizada. A bordo estavam Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, a primeira mulher astronauta da China.

Dois deles passarão para o módulo Tiangong-1, lançado ao espaço em Setembro do ano passado, onde realizarão experimentos científicos.

Apoio brasileiro

O voo da Shenzhou-9 está sendo realizado com a colaboração do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O apoio está sendo dado pela estação de rastreio de Alcântara, no Maranhão, que está retransmitindo à espaçonave telecomandos recebidos em tempo real do Centro de Controle Chinês.

A estação terrestre brasileira também está efetuando medidas de distância e avaliações Doppler para determinação da órbita, além de receber dados de telemetria para monitorar o estado de funcionamento da Shenzhou-9.

O INPE está rastreando a Shenzhou-9 durante suas oito primeiras passagens pela estação terrena de Alcântara, o que deverá durar até as 22h00 desta segunda-feira, 18/6, quando se encerrará a participação do INPE.

Nave tripulada chinesa acopla-se no espaço com ajuda brasileira
Centro de Controle do CRC/INPE, em São José dos Campos, que está dando suporte à navegação das operações espaciais chinesas. [Imagem: Inpe]

O centro de controle do INPE está recebendo da China informações atualizadas sobre a órbita da espaçonave e usando-os para gerar dados de cada futura passagem sobre Alcântara como, por exemplo, os instantes de entrada e saída de visibilidade e os ângulos de apontamento da antena da estação de rastreio.

Em 2011, o INPE também acompanhou os primeiros dias de operações da nave não tripulada Shenzhou-8, lançada em 31 de outubro.

O apoio às missões chinesas foi solicitado pelo CLTC (China Satellite Launch and Tracking Control), que mantém longa parceria com o INPE no âmbito do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite).

Centro de Rastreio e Controle de Satélites

O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) realiza a operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras.

O Centro está capacitado, ainda, a dar suporte às missões espaciais de terceiros.

É composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS) em São José dos Campos (SP), pela Estação Terrena de Cuiabá (MT), pela Estação Terrena de Alcântara (MA), bem como pela rede de comunicação de dados e voz que conecta os três locais.

Atualmente, ao mesmo tempo em que dá suporte aos parceiros internacionais, o CRC/INPE realiza o controle e a recepção de dados dos satélites brasileiros SCD-1 e 2 e se prepara para a operação do sino-brasileiro CBERS-3 e do satélite brasileiro Amazônia-1.





Outras notícias sobre:

    Mais Temas