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Nebulosa do Cone: Uma fábrica de estrelas em forma de chaminé

Com informações do ESO - 10/11/2022

Nebulosa do Cone: Uma fábrica de estrelas em forma de chaminé
A Nebulosa do Cone faz parte da região de formação estelar NGC 2264, situada a cerca de 2.500 anos-luz de distância da Terra.
[Imagem: ESO]

Chifre do unicórnio

O Observatório Europeu do Sul (ESO) escolheu a Nebulosa do Cone, um berçário de estrelas, para comemorar os 60 anos da entidade.

Hoje mantido por 16 Estados Membros e parceiros estratégicos, o ESO reúne cientistas e engenheiros do mundo inteiro para desenvolver e operar observatórios terrestres no Chile, que têm permitido descobertas astronômicas, em um duplo sentido.

Obtida com o VLT (Very Large Telescope) no início deste ano, a imagem mostra o pilar de sete anos-luz de comprimento da Nebulosa do Cone, que pertence a uma região de formação estelar maior, chamada NGC 2264, descoberta no final do século XVIII pelo astrônomo William Herschel.

No céu, vemos esta nebulosa em forma de chifre na constelação do Unicórnio, um nome muito apropriado.

Situada a menos de 2.500 anos-luz de distância de nós, a Nebulosa do Cone se encontra relativamente perto da Terra, sendo por isso um objeto bem estudado. Mas esta nova imagem é mais "dramática" que qualquer outra obtida anteriormente porque traz uma aparência escura, impenetrável e, claro, nebulosa, fazendo lembrar uma criatura mitológica.

A Nebulosa do Cone é um exemplo perfeito das formas em pilar que se desenvolvem em nuvens gigantescas de gás molecular frio e poeira, conhecidas por formarem novas estrelas. Este tipo de pilar ocorre quando estrelas azuis brilhantes massivas recém-formadas liberam ventos estelares e radiação ultravioleta intensa, que varre o material da sua vizinhança.

À medida que este material é empurrado, o gás e a poeira que se encontram mais longe destas estrelas jovens vai-se comprimindo, dando origem a pilares densos e escuros. Este processo ajudou a criar a Nebulosa do Cone, cujo pilar aponta na direção oposta das estrelas brilhantes existentes na NGC 2264.

Comemoração das descobertas

Nesta imagem, obtida com o instrumento FORS2 (FOcal Reducer and low dispersion Spectrograph 2), o hidrogênio gasoso está representado em azul e o enxofre em vermelho.

O uso desses filtros faz com que as estrelas azuis brilhantes, que indicam a recente formação estelar, pareçam quase douradas, contrastando com o cone escuro como se fossem faíscas brilhantes.

Apesar de esta imagem ter sido obtida para fins de divulgação, o tempo de observação dos telescópios do ESO é dedicado a observações científicas, que já nos permitiram capturar a primeira imagem de um exoplaneta, estudar o buraco negro no centro da nossa galáxia e encontrar provas de que a expansão do Universo está se acelerando.

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