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Núcleo de matéria escura desafia teorias

Núcleo de matéria escura desafia teorias
Juntando as diversas imagens, os astrônomos perceberam que as galáxias não estão "ancoradas" na matéria escura, como os modelos previam. [Imagem: NASA/ESA/CFHT/CXO/M.J. Jee/A.Mahdavi]

Sem âncoras

O telescópio espacial Hubble observou o que parece ser um aglomerado de matéria escura deixado para trás pela colisão entre grandes aglomerados de galáxias.

O resultado coloca em xeque as teorias atuais sobre a matéria escura, que predizem que as galáxias deveriam estar "ancoradas" a essa substância invisível, mesmo durante uma colisão.

A região conhecida como Abell 520, é uma gigantesca mistura de aglomerados de galáxias, localizadas a 2,4 bilhões de anos-luz de distância.

Núcleo escuro

A matéria escura não é visível, embora a sua presença e sua distribuição venha sendo determinada indiretamente, através dos seus efeitos.

A matéria escura pode funcionar como uma lupa, curvando e distorcendo a luz vinda de galáxias e aglomerados de galáxias situadas além dela.

Os astrônomos podem usar este efeito, chamado efeito de lente gravitacional, para inferir a presença da matéria escura em aglomerados de galáxias muito grandes.

Esta técnica revelou que a matéria escura em Abell 520 se aglomerou em um "núcleo escuro", que contém muito menos galáxias do que seria de se esperar se a matéria escura e as galáxias estivessem ancoradas juntas.

A maioria das galáxias aparentemente navegou para longe da colisão.

Quebra-cabeça astronômico

"Este resultado é um quebra-cabeça," disse o astrônomo James Jee, da Universidade da Califórnia, principal autor do estudo.

"A matéria escura não está se comportando como previsto, e não está claro o que está acontecendo. É difícil explicar essa observação do Hubble com as teorias atuais de formação de galáxias e da matéria escura," concluiu.





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