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NASA capta onda de surfista no Sol

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/06/2011

NASA capta onda de surfista no Sol
Ondas de surfista, geradas no Sol, assim como nos oceanos da Terra, por um processo chamado de mecanismo de Kelvin-Helmholtz, foram vistas pela primeira vez na atmosfera do Sol.
[Imagem: NASA/SDO/Astrophysical Journal Letters]

Onda de surfista solar

Astrônomos detectaram uma típica onda de surfista rolando através da atmosfera do Sol.

E isto significa bem mais do que apenas uma boa foto: as ondas de surfista solares contêm pistas sobre como a energia se move através da atmosfera solar, conhecida como corona.

Como os cientistas sabem como esses tipos de ondas - tecnicamente conhecidas como instabilidades de Kelvin-Helmholtz - dispersam a energia na água, eles podem usar essas informações para entender melhor a corona solar.

Isto, por sua vez, pode ajudar a resolver um grande mistério de por que a corona é milhares de vezes mais quente do que se poderia esperar.

"Uma das grandes perguntas sobre a corona solar é o seu mecanismo de aquecimento," diz o físico solar Leon Ofman, da NASA. "A corona é mil vezes mais quente do que a superfície visível do Sol, mas o que a aquece é algo não bem compreendido. Tem sido sugerido que ondas como estas poderiam causar turbulência, que causa o aquecimento, mas agora temos a prova direta das ondas de Kelvin-Helmholtz."

Estas foram algumas das primeiras imagens capturadas na câmera do Observatório da Dinâmica Solar (SDO - Solar Dynamics Observatory), um telescópio solar de alta resolução, lançado em 11 de fevereiro de 2010, e que iniciou a captura de dados em 24 de março daquele ano.

Mecanismo de Kelvin-Helmholtz

As instabilidades de Kelvin-Helmholtz ocorrem quando dois líquidos de diferentes densidades ou diferentes velocidades fluem um através do outro.

No caso das ondas do mar, o par é formado pela água densa e pelo ar, muito mais leve.

À medida que eles passam um pelo outro, leves ondulações podem ser rapidamente amplificadas, gerando as ondas gigantes, tão amadas pelos surfistas.

No caso da atmosfera solar, que é feita de um gás muito quente e eletricamente carregado, chamado plasma, os dois fluxos vêm de uma expansão de plasma em erupção a partir da superfície do Sol, que passa por um plasma que não está em erupção.

A diferença na velocidade e na densidade dos fluxos através dessa fronteira provoca a instabilidade que gera as ondas.

NASA capta onda de surfista no Sol
Esta é uma ejeção de massa coronal captada pelo Observatório de Dinâmica Solar em 07 de junho de 2011.
[Imagem: NASA/SDO]

Explosão solar

O mesmo observatório solar SDO captou uma tempestade solar média que deverá atingir a Terra entre hoje e amanhã.

O Sol desencadeou uma tempestade solar de classe M-2 (média), uma tempestade de radiação S1 (menor) e uma espetacular ejeção de massa coronal (CME) - tudo no dia 07 de junho.

A grande nuvem de partículas formou um cogumelo e caiu de volta, cobrindo uma área de quase metade da superfície solar.

A sonda SDO registrou estas imagens em luz ultravioleta extrema, que mostram uma erupção muito grande de gás frio, algo bastante atípico.

Embora não dirigida diretamente à Terra, a ejeção de massa coronal está se movendo a 1.400 km/s, de acordo com modelos da NASA, e deverá ser detectada no final da noite do dia 8 e madrugada do dia 9, gerando auroras nas altas latitudes terrestres.







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