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Ovos de dragão monitoram vulcões ativos

Ovos de dragão monitoram vulcões ativos
As cápsulas de sensores, apelidadas de ovos de dragão, foram lançadas em um vulcão por um drone para os testes iniciais. [Imagem: Universidade de Bristol]

Ovos de dragão

Não poderia haver um nome melhor para descrever esses novos sensores ultrarresistentes: ovos de dragão.

Eles foram desenvolvidos para monitorar a atividade vulcânica lá onde ela acontece: no interior de vulcões ativos.

Esses ambientes extremos, perigosos e imprevisíveis apresentam um desafio difícil de superar, o que diminui a confiabilidade dos dados sobre o comportamento vulcânico, necessários para alimentar modelos analíticos que ajudam a prever seu comportamento.

Como alguns vulcões são simplesmente muito perigosos para que os humanos se aproximem, os ovos de dragão foram projetados para serem lançados por drones.

Os ovos de dragão são cápsulas dotadas de sensores autônomos e inteligentes projetados para monitorar a atividade vulcânica. As cápsulas estão equipadas com uma variedade de sensores de última geração, para medir temperatura, umidade, vibrações e uma série de gases tóxicos.

Monitoramento de vulcões

Um desafio significativo foi otimizar o projeto para atender a muitos critérios diferentes. As cápsulas devem ser capazes de operar nas condições extremas de um vulcão, ser leves o suficiente para serem carregadas por um drone e serem ultraeficientes em termos de consumo de energia, já que a manutenção não é uma opção dentro da cratera de um vulcão ativo.

"É a primeira vez que um sistema autônomo usando tecnologia de escuta de energia zero foi implantado neste tipo de ambiente hostil. Estamos forçando os limites do monitoramento de baixa potência orientado por sensores nesta aplicação, mas é justamente nisso que essa pesquisa consiste," disse o professor Yannick Verbelen, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Os pesquisadores preveem outras aplicações para a tecnologia, incluindo o monitoramento remoto de outros fenômenos naturais, como geleiras e falhas geológicas, além dos riscos criados pelo homem, como os locais de armazenamento de resíduos nucleares e usinas nucleares danificadas por acidentes.





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