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Pesquisadores querem substituir fertilizantes químicos por bactérias

Com informações da Agência Fapesp - 18/07/2019

Pesquisadores querem substituir fertilizantes químicos por bactérias
Bactérias poderão no futuro substituir os fertilizantes químicos, sem o impacto ambiental destes.
[Imagem: Juliana Velasco]

Biofertilizante

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) estão estudando bactérias que promovem o crescimento das plantas.

Como foram isolados do solo, esses organismos têm potencial para serem usados como fertilizantes sem causar a poluição das águas e alterações prejudiciais ao próprio solo, como pode ocorrer com fertilizantes químicos.

Depois de isolar bactérias do solo, a equipe da pesquisadora Juliana Velasco começou a identificar os chamados compostos orgânicos voláteis (COVs), produtos decorrentes do metabolismo das bactérias que promovem o crescimento de plantas. "O objetivo agora é investigar e entender como o metabolismo da planta se altera por conta dessas moléculas sinalizadoras," disse ela.

Na primeira fase do trabalho foram usadas duas espécies de plantas modelos, a Arabidopsis thaliana e a Setaria viridis, e foram selecionadas as cepas bacterianas que mais contribuíram para o crescimento dessas plantas.

Agora começaram os testes das bactérias no cultivo do arroz, ainda em escala de laboratório. "A princípio, a substituição total de fertilizantes químicos é impossível. Mas com certeza podemos diminuir consideravelmente o uso deles quando utilizamos produtos biológicos", disse Juliana.

A meta é desenvolver um bioproduto que possa ser aplicado no solo em forma sólida (como pó) ou líquida, a princípio em culturas como cana-de-açúcar, milho e arroz. Tecnologias semelhantes já são usadas para a fixação de nitrogênio.

Juliana explicou que em boa parte da lavoura de soja brasileira, produtos bacterianos são usados como substitutos aos adubos nitrogenados. O uso em excesso desses fertilizantes é conhecido por causar contaminação do solo e dos ecossistemas aquáticos, além de aumentar a emissão de óxido nitroso, que agrava o efeito estufa.







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