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Plantão

Planeta negro é mais escuro que carvão

Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/08/2011

Planeta negro mais escuro que carvão
A ilustração mais adequada para o planeta negro seria uma esfera totalmente escura, bem mais negra do que esta ilustração criada pelos pesquisadores.
[Imagem: David A. Aguilar/CfA]

Planeta negro

Astrônomos descobriram o exoplaneta mais escuro já visto até hoje - um gigante gasoso, do tamanho de Júpiter, conhecido como Tres-2b.

Tres é um acrônimo para Trans-Atlantic Exoplanet Survey, um sistema pequeno e barato, de apenas quatro telescópios de 10 centímetros cada um, que rastreia exoplanetas pelo método do trânsito planetário - que detecta a variação no brilho da estrela quando o planeta passa à sua frente.

As medições mostram que o Tres-2b reflete menos de um por cento da luz que incide sobre ele, o que o torna mais negro do que o carvão e muito mais escuro do que qualquer planeta ou lua em nosso Sistema Solar.

"O Tres-2b é consideravelmente menos reflexivo do que a tinta acrílica preta, por isso ele é verdadeiramente um mundo alienígena," brinca o astrônomo David Kipping - Kipping é um dos que defendem que a vida fora da Terra deve ser procurada nas exoluas, as luas dos exoplanetas.

Substâncias que absorvem luz

No caso do nosso maior gigante gasoso, Júpiter é envolto em nuvens de amônia brilhantes, que refletem mais de um terço da luz solar que chega até ele.

Em contraste, o Tres-2b não tem nuvens reflexivas devido à sua alta temperatura - ele está a apenas cinco milhões de quilômetros de sua estrela.

A luz intensa da estrela aquece o Tres-2b a uma temperatura superior a 1.000 graus Celsius - quente demais para nuvens de amônia.

Em vez disso, sua atmosfera exótica contém substâncias químicas que absorvem a luz, como sódio e potássio vaporizado, ou óxido de titânio gasoso.

Escuridão vermelha

Ainda assim, nenhum desses compostos químicos consegue explicar completamente a escuridão extrema do Tres-2b.

"Não está claro o que é responsável por tornar este planeta tão extraordinariamente escuro," confessa David Spiegel, da Universidade Princeton, coautor do estudo.

"No entanto, ele não é completamente preto - ele é tão quente que emite um brilho vermelho fraco, como uma brasa ou as bobinas de um fogão elétrico," conclui.

Bibliografia:

Artigo: Detection of visible light from the darkest world
Autores: David M. Kipping, David S. Spiegel
Revista: Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Data: August 2011
Link: http://www.astro.princeton.edu/~dsp/PrincetonSite/Home_files/darkest_world.pdf





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