Nanotecnologia

Propriedades elétricas do grafeno são controladas com luz

Propriedades elétricas do grafeno são controladas com luz
Esta é a estrutura de polímero e grafeno, usada para demonstrar que as propriedades do material podem ser alteradas pela luz.[Imagem: APL]

Uma equipe internacional de cientistas demonstrou que a luz pode ser usada para controlar as propriedades elétricas do grafeno, abrindo caminho para a criação de dispositivos optoeletrônicos e sensores altamente sensíveis.

Memória plástica

Trabalhando no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido, os cientistas descobriram que este material já promissor tem ainda mais atributos do que se imaginava.

Quando combinado com polímeros específicos, suas propriedades elétricas podem ser controladas pela luz com grande precisão.

Os polímeros mantêm a memória da luz e, portanto, o dispositivo de grafeno conserva as suas propriedades elétricas alteradas até que a memória seja apagada, o que pode ser feito por meio de aquecimento.

Super sensores

No futuro, polímeros desse tipo poderão ser usados para efetivamente "traduzir" as informações ao seu redor, influenciando o modo como o grafeno se comporta.

Tal efeito poderia ser usado, por exemplo, para desenvolver sensores para fumaças, gases venenosos, ou alguma molécula-alvo.

O grafeno não tem volume, apenas superfície - toda a sua estrutura está exposta ao ambiente, respondendo a qualquer molécula que o toca.

Isto o torna um material muito interessante para a criação de super-sensores, capazes de detectar moléculas individuais de gases tóxicos.

Os polímeros podem fazer o grafeno responder a moléculas específicas, ao mesmo tempo ignorando todas as outras - um efeito que também o protege de qualquer contaminação, tornando o sensor confiável e durável.

Bibliografia:

Non-volatile Photo-Chemical Gating of an Epitaxial Graphene-Polymer Heterostructure
Samuel Lara-Avila, Kasper Moth-Poulsen, Rositza Yakimova, Thomas Bjørnholm, Vladimir Fal’ko, Alexander Tzalenchuk, Sergey Kubatkin
Advanced Materials
January 2011
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/adma.201003993




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