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Batido recorde mundial de velocidade em fibras ópticas

Batido recorde mundial de velocidade em redes de fibras ópticas
Os múltiplos canais de dados são multiplexados de forma a usar não apenas os sete núcleos da fibra óptica, mas também dois canais perpendiculares. [Imagem: R. G. H. van Uden - 10.1038/nphoton.2014.243]

Fibra multinúcleos

Uma equipe de engenheiros da Holanda e dos EUA bateu o recorde mundial de velocidade de transmissão de dados em redes de fibras ópticas.

Usando um tipo especial de fibra com múltiplos núcleos, a equipe alcançou 255 terabits por segundo, multiplicando por mais de 20 vezes a largura de banda disponível nas redes de comunicação.

O recorde anterior, anunciado por empresas de telecomunicações no início deste ano, era de menos de 12 terabits por segundo.

A diferença é que esta nova demonstração empregou uma fibra óptica com sete núcleos, em lugar do núcleo único das fibras atuais - núcleos são as vias de cristal por onde a luz trafega na fibra, como as faixas de uma rodovia.

Além dos núcleos adicionais, a equipe introduziu duas dimensões ortogonais para o transporte de dados - o que, para manter a analogia com as rodovias, poderia ser comparado a carros que podem viajar atravessados uns em cima dos outros.

"Estes resultados impressionantes definitivamente abrem a possibilidade de atingir transmissões na faixa dos petabits por segundo," disse o professor Chigo Okonkwo, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven.

Segundo Okonkwo, como medem menos de 200 micrômetros de diâmetro, estas novas fibras não ocupariam muito mais espaço do que as fibras convencionais já em operação.

As fibras ópticas ficaram muito tempo isoladas na dianteira em termos de velocidade de transmissão, mas recentemente novas técnicas de modulação de ondas permitiram que as transmissões por rádio começassem a aparecer nos retrovisores:

Bibliografia:

Ultra-high-density spatial division multiplexing with a few-mode multicore fibre
R. G. H. van Uden, R. Amezcua Correa, E. Antonio Lopez, F. M. Huijskens, C. Xia, G. Li, A. Schülzgen, H. de Waardt, A. M. J. Koonen, C. M. Okonkwo
Nature Photonics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nphoton.2014.243




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