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Robótica

Robô-criança aprende a falar conversando com as pessoas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/06/2012

Robô-criança aprende a falar conversando com as pessoas
O robô iCub, batizado de DeeChee, comporta-se como uma criança entre 6 e 14 meses de idade.
[Imagem: Lyon et al./Plos One]

Primeiras lições de vida

Em 2008, pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, começaram a ensinar um robô a falar da mesma forma que os pais ensinam uma criança.

Em 2010, o robô já havia aprendido a interagir emocionalmente, demonstrando algumas expressões faciais pré-determinadas.

Agora, finalmente os cientistas parecem estar se aproximando de seu objetivo inicial.

Programado com comportamentos típicos de crianças entre 6 e 14 meses de idade, o robô desenvolveu o que os pesquisadores chamaram de "princípios linguísticos rudimentares", ao interagir com um participante humano.

Robô que aprende a falar

Os participantes humanos que interagiram com o robô não eram pesquisadores envolvidos no projeto, eram voluntários que usaram suas próprias palavras, em vez de termos predefinidos.

Os pesquisadores orientaram os voluntários a conversarem com o robô como se estivessem conversando com uma criança pequena.

O resultado é que, em poucos minutos, o robô deixa de balbuciar sílabas aleatórias, como fora programado, e passa a produzir fonemas inteligíveis, chegando a pronunciar o nome de algumas formas e cores.

O resultado é significativo, dadas as limitações próprias do software: o robô é programado para emitir fonemas. Assim, ele sempre vai pronunciar uma sílaba, já que não há forma de fazê-lo pronunciar consoantes desacompanhadas de vogais.

Isso limita o desenvolvimento de um falar mais aprimorado, mas foi bastante bom para uma criança em seus primeiros balbucios.

Aquisição da linguagem

Caroline Lyon e seus colegas afirmam que, além do desenvolvimento dos próprios robôs, o estudo pode ser útil para o entendimento da aquisição da linguagem em humanos, um assunto até hoje altamente controverso.

"Sabe-se que as crianças são sensíveis à frequência dos sons na fala, e esses experimentos mostram como essa sensibilidade pode ser modelada e contribuir para o aprendizado de palavras pelo robô," afirmou.

Bibliografia:

Artigo: Interactive Language Learning by Robots: The Transition from Babbling to Word Forms
Autores: Caroline Lyon, Chrystopher L. Nehaniv, Joe Saunders
Revista: PLoS ONE
Vol.: 7(6): e38236
DOI: 10.1371/journal.pone.0038236






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