Robótica

Robôs penetrantes para exploração espacial passam por primeiro teste

Robôs

Inúmeras sondas espaciais falharam ao descer na Lua e em outros planetas, o que comprova que a aterrissagem é o momento crítico da exploração espacial robotizada.

Por isso, cientistas ingleses resolveram adotar um enfoque mais chocante: em vez de aprimorar tecnologias para fazer seus robôs espaciais pousarem suavemente, para depois terem que escavar o solo para analisá-lo, eles estão desenvolvendo uma sonda que atinge o solo do planeta em altíssima velocidade, penetrando profundamente abaixo da superfície, onde o robô poderá fazer seu trabalho.

Teste do robô penetrante

Embora a teoria seja perfeita, agora foi a primeira vez que um "robô penetrante" foi testado na prática. O teste é essencial para que os engenheiros verifiquem se os equipamentos mecânicos e eletrônicos do robô espacial conseguem sobreviver ao impacto.

Os resultados foram tão animadores que os cientistas ingleses esperam utilizar a tecnologia do robô penetrante já em 2013, na missão MoonLite (Lightweight Interior and Telecoms Experiment), que pretende estudar o solo e o subsolo da Lua. Os cientistas acreditam que a mesma técnica será muito eficiente para a exploração das luas de outros planetas, como Europa, Ganimedes, Encélado e Titã.

Robô chocante

A sonda espacial robotizada atingiu 1.120 km/h antes de atingir o seu ponto de impacto. Ao atingir o alvo, a pressão sofrida pelos equipamentos internos chegou ao equivalente a 20.000 G. Um ser humano somente pode sobreviver a forças ao redor de 10 G. O robô penetrante e o foguete que o impulsionou durante o teste estavam presos a um trilho.

O robô penetrante é equipado com um sistema de coleta e análise de amostras do solo que inclui uma perfuratriz, para que possa ser coletado material não diretamente atingido pelo impacto. O sistema é todo encapsulado no interior da estrutura, sendo liberado e acionado assim que a sonda penetra o solo.

Outros equipamentos incluem uma grande variedade de sensores, acelerômetros, um sismógrafo e um espectrômetro de massa para analisar a composição do subsolo. Todos os equipamentos mantiveram-se totalmente funcionais após o impacto.

Um robô penetrante pode dar aos cientistas informações importantes sobre a geologia de outros corpos celestes, a um custo muito inferior ao dos atuais robôs espaciais.





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