Robótica

Robôs éticos e morais - seis estratégias a seguir

Robôs éticos e morais - seis estratégias a seguir

Embora já estejam sendo projetados robôs para cuidar das emoções dos seus donos, é cada vez maior a preocupação dos estudiosos em garantir que as máquinas inteligentes do futuro de fato conviverão pacificamente com os humanos.

Além de criar robôs seguros e amigáveis, os estudiosos de ética e filosofia afirmam ser necessário garantir que os robôs nem mesmo assustem os seres humanos, principalmente as crianças.

Ética robótica

O assunto está sendo levado tão a sério que os pesquisadores norte-americanos Wendell Wallach e Colin Allen lançaram o livro Moral Machines: Teaching Robots Right from Wrong, Máquinas Morais: Ensinando aos Robôs o Certo a partir do Errado, em tradução livre.

Em vez de criar novos "mandamentos" para os robôs, a exemplo das Leis de Asimov, os autores procuraram se dirigir mais diretamente aos humanos responsáveis pela construção dessas máquinas que um dia pretende-se serem dotadas de uma inteligência capaz de permitir-lhes substituir os humanos em tarefas do dia-a-dia.

Estratégias para a construção de robôs seguros

Wallach e Allen traçaram em seu livro seis estratégias para evitar que os robôs transformem-se de ajudantes em riscos ambulantes para os próprios seres humanos.

  1. Mantenha os robôs em situações de baixo risco, nunca permitindo que eles tomem decisões cujas conseqüências não possam ser previstas de antemão;
  2. Submeta os robôs a regras, como as Três Leis da Robótica, de Asimov, que são adequadas, mas insuficientes. Há várias situações em que um robô não poderá decidir adequadamente como seguir as regras. Por exemplo, como um robô cirurgião julgará que um médico está ajudando um paciente e não tentando matá-lo? Ou então, como um robô decidirá qual ordem seguir se dois seres humanos lhe derem ordens conflitantes?
  3. Não dê armas aos robôs - um alerta que vem um pouco tarde, uma vez que os Estados Unidos já utilizam ativamente robôs em conflitos armados, dando-lhes inclusive a capacidade de decidir quanto atirar em alguém;
  4. Incorpore princípios éticos na programação dos robôs, do tipo, "Trate os outros como você gostaria de ser tratado".
  5. Eduque os robôs como se educa as crianças. Já existem tentativas desse tipo - veja Robô humanóide vai aprender a falar como uma criança e Robô-criança poderá aprender a falar.
  6. Ensine os robôs a lidar com as emoções, tornando-os capazes de obter informações não-verbais dos humanos com que eles interajam.




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