Robótica

Robôs industriais têm três desafios para participar da sociedade robotizada

Robôs industriais têm três desafios para participar da sociedade robotizada

Se a indústria quer que os robôs realmente revolucionem as técnicas produtivas e a vida dos cidadãos neste século, será necessário antes começar a fabricar uma nova geração de robôs, com mobilidade, flexibilidade para lidar com diversas tarefas e, principalmente, com capacidade para interagir com os trabalhadores humanos.

Robótica industrial

Esta foi uma das conclusões de um evento internacional que reuniu na Espanha os maiores especialistas mundiais na área da robótica industrial. Ao contrário dos robôs humanóides e assistentes, vistos como "tecnologias futuras", a robótica industrial é uma indústria madura, com mais de 40 anos de mercado e 1,2 milhão de robôs vendidos.

Mas igualmente verdade é que o mercado de robôs industriais não apenas não está crescendo, como diminuiu em 11% em 2006 e não foi capaz de se recuperar em 2007.

Foco estreito

Nos anos recentes, esta indústria voltou seus esforços de desenvolvimento unicamente para os processos industriais tradicionais. Mas os especialistas concluíram que a tendência para as próximas décadas aponta para uma nova robótica, capaz de atuar em diversas esferas - não apenas nos setores industrial e de serviços, mas também no entretenimento e no cuidado com pessoas enfermas e idosas.

Robôs não convencionais

Os especialistas em robótica industrial referem-se a essa nova geração de tecnologia como a era dos "robôs não-convencionais", em referência aos robôs industriais convencionais, encontrados em indústrias de todo o mundo.

Capacidade de interagir com pessoas

A principal exigência dos robôs de nova geração, sejam para uso na indústria ou não, é que eles possam coexistir com pessoas, tornando-se capazes de trabalhar em cooperação direta com os outros trabalhadores das fábricas, conviver com as pessoas em uma casa e até nas ruas.

Ou, no mínimo, dividir o mesmo ambiente de trabalho com essas pessoas. Embora haja vários sistemas de segurança, a área ocupada pelos robôs industriais hoje é praticamente proibida para os trabalhadores, devido ao alto risco de acidentes. Quando esse objetivo for alcançado, ao mesmo tempo esses robôs terão se tornado viáveis para serem empregados em outros setores, como o de serviços e de entretenimento.

Robôs com mobilidade

Outro aspecto levantado no evento é que os robôs industriais não-convencionais terão que ser capazes de se movimentar em ambientes não estruturados. Ficar andando de um lado para o outro em ambientes criteriosamente demarcados não é o suficiente.

Robôs mais baratos

Finalmente, concluíram os especialistas, os robôs terão que ser mais baratos. A indústria de robôs industriais está vendo o surgimento de empresas igualmente dedicadas à robótica no outro extremo do mercado, atendendo a necessidades de usuários domésticos.

Enquanto um robô industrial custa dezenas ou centenas de milhares de dólares, um robô capaz de aspirar o chão da casa sozinho pode ser comprado por pouco mais de US$200,00. Se as empresas fabricantes de robôs industriais quiserem realmente se reinventar e ajudar a criar esses novos mercados, elas terão que saber gerar tecnologias a custos mais baixos.

Sociedade robotizada

Os roboticistas acreditam que uma sociedade robotizada deverá emergir ao longo dos próximos dez anos. Segurança, monitoramento ambiental, construção, educação, entretenimento e assistência pessoal são apenas alguns exemplos, a ponta de um iceberg de um mercado emergente gigantesco.

Esta nova era da robótica não deverá ser apenas uma oportunidade para os próprios fabricantes dos robôs, mas também para os usuários, que poderão otimizar suas tarefas diárias e até seu desempenho pessoal e profissional.

As oportunidades estão postas, disseram os especialistas. Agora só falta colocar os cérebros para funcionar e desenvolver a capacidade tecnológica que atenda a esse mercado nascente.





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