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Satélite que iria monitorar ciclo do CO2 não atinge órbita

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/02/2009

Satélite que iria monitorar ciclo do CO2 não atinge órbita
Sonda científica OCO, instalada dentro da estrutura metálica protetora. Esta estrutura não se abriu para que o satélite fosse liberado e pudesse entrar em órbita.
[Imagem: NASA]

A missão Observatório Orbital de Carbono ( OCO - Orbiting Carbon Observatory), da NASA, falhou durante o lançamento. O satélite, que seria o primeiro a observar o ciclo completo do dióxido de carbono na Terra, não conseguiu entrar em órbita e a missão foi dada como encerrada.

Capa protetora

O lançamento ocorreu à 01h55, na madrugada desta terça-feira, no horário de Brasília, a bordo de um foguete Taurus XL. A sonda de pesquisas científicas deveria atingir uma órbita de 700 quilômetros de altitude mas, sem o impulso final, não atingiu uma órbita estável.

O problema ocorreu quando a capa protetora do satélite não se abriu. A capa é uma estrutura metálica que o protege durante o lançamento e que dá à extremidade do foguete o seu formato cônico. Ela é formada por duas partes que são ejetadas no momento em que o satélite começa sua navegação para entrar em órbita.

A telemetria não captou o impulso final, que acontece quando o satélite solta-se do último estágio, o que também poderia indicar uma falha no segundo estágio do foguete ou na sua separação do satélite.

Fontes e destinos do CO2

A sonda OCO seria a primeira missão da NASA dedicada a estudar o ciclo do dióxido de carbono na atmosfera terrestre. O CO2 é o principal gás causador do efeito estufa produzido pelo ser humano.

O objetivo dos cientistas era construir um mapa detalhado das fontes naturais e antropogênicas (produzidas pelo homem) do CO2, bem como do destino desse gás, ou seja, os locais e processos onde o dióxido de carbono é retirado da atmosfera e armazenado novamente na natureza.

Com um mapeamento global da distribuição geográfica das fontes e depósitos de CO2, os cientistas esperavam acompanhar os impactos das ações humanas, tanto de poluição quanto de restrição da emissão de gases causadores do efeito estufa.

Sem o impulso final necessário para colocá-lo em órbita estável, o OCO reentrou na atmosfera e caiu no mar, próximo à Antártica.







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