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Sondas da NASA mostram anatomia de uma tempestade solar em 3D

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/04/2009

Sondas da NASA mostram anatomia de uma tempestade solar em 3D
Animação artística de uma ejeção de massa coronal do Sol, construída a partir dos dados coletados pelas duas sondas gêmeas da missão STEREO.
[Imagem: Walt Feimer, NASA's Goddard Spaceflight Center]

Usando duas sondas espaciais gêmeas, cientistas da NASA conseguiram pela primeira vez detectar a velocidade, a trajetória e o formato tridimensional das poderosas explosões solares conhecidas como ejeções de massa coronal.

Estas são as mesmas sondas que serão usadas nos próximos meses para testar a teoria sobre um planeta já extinto, chamado Theia, que teria se chocado com a Terra, dando origem à Lua - veja Duas sondas gêmeas, um planeta desaparecido e a origem da Lua.

Previsão do tempo espacial

O conhecimento gerado a partir dessas medições irá melhorar drasticamente a capacidade dos cientistas em prever essas verdadeiras tsunamis solares, que podem afetar fortemente os sistemas de comunicação, principalmente os satélites artificiais, e de transmissão de energia elétrica.

Variações no clima espacial podem criar distúrbios no campo eletromagnético da Terra, gerando correntes elétricas por indução e criando picos de energia que podem interromper as linhas de transmissão de energia. Por outro lado, quando menos intensas, esses jatos de partículas oriundos do Sol geram os belíssimos espetáculos das auroras boreais e austrais.

Sondas gêmeas

As duas sondas espaciais fazem parte da missão STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory), lançada em Outubro de 2006. Elas fazem medições simultâneas das ejeções de plasma e dos campos magnéticos originados na corona solar, a camada mais externa do Sol.

As duas sondas espaciais estão posicionadas em pontos diferentes, uma à frente e a outra atrás da Terra em sua órbita ao redor do Sol. Isso permite que elas façam observações tridimensionais, possibilitando a medição da massa, da velocidade e da direção das ejeções de massa coronal à medida que elas viajam através do espaço.

Monitorando as ejeções de massa coronal

"Antes dessa missão, as medições e a obtenção de dados subsequentes de uma ejeção de massa coronal nas proximidades do Sol tinha que esperar até que as ejeções chegassem na Terra, de três a sete dias mais tarde," explica Angelos Vourlidas, um dos cientistas da missão Stereo.

"Agora nós podemos ver uma ejeção de massa coronal do momento em que ela deixa a superfície solar até atingir a Terra, e nós podemos reconstruir o evento em 3D diretamente a partir dessas imagens," conclui ele. STEREO.







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