Mecânica

NASA testa nova versão de avião hipersônico

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/05/2010

Avião hipersônico faz demonstração histórica
O X-51A Waverider fez o primeiro de uma série de quatro voos para testar um motor hipersônico. Esse novo tipo de motor é projetado para surfar em sua própria onda de choque, acelerando até seis vezes a velocidade do som.[Imagem: U.S. Air Force]

Avião hipersônico

A Força Aérea dos Estados Unidos testou com sucesso um protótipo de avião hipersônico que fez o mais longo voo desse tipo de tecnologia.

O X-51A Waverider foi lançado da asa de um avião B-52, impulsionado por um míssil.

Depois que o motor ramjet foi acionado, o X-51A voou durante 200 segundos, alcançando uma velocidade de Mach 5.

O recorde norte-americano de voo dessa nova tecnologia era de 12 segundos, alcançado pelo X-43. O recorde de velocidade de um avião hipersônico pertence ao australiano HyCause.

Motor estatojato

O teste, o primeiro de uma série de quatro planejados, marca o primeiro uso de um motor do tipo scramjet (estatojato) em voo queimando combustível à base de petróleo. O X-43A era movido a hidrogênio.

"Nós qualificamos esse salto na tecnologia de motores como equivalente ao salto pós-Segunda Guerra, quando passamos dos aviões de motor a pistão para os aviões a jato," afirmou Charlie Brink, gerente do projeto do avião hipersônico.

Os quatro protótipos, todos qualificados como X-51A, foram construídos pelas empresas Pratt & Whitney Rocketdyne e Boeing.

Motor hipersônico

O voo hipersônico, normalmente definido como começando em Mach 5 - cinco vezes a velocidade do som - apresenta desafios técnicos, relacionados principalmente com calor e pressão, que tornam impraticável o uso das tradicionais turbinas.

O gerente do programa comparou a ignição e o funcionamento contínuo de um motor hipersônico com riscar um fósforo no meio de um furacão e mantê-lo aceso.

"Este primeiro voo foi o ponto alto de um esforço de seis anos de uma equipe pequena mas muito talentosa," disse Brink. "Agora vamos voltar e realmente esmiuçar nossos dados. Nenhum teste é perfeito, e eu estou certo de que iremos encontrar anomalias que precisarão ser resolvidas antes do próximo voo."

Os engenheiros esperam que os testes e o desenvolvimento dos motores hipersônicos possam lançar as bases das tecnologias de nova geração para acesso ao espaço.

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