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Maior laser de raios X do mundo gera primeiras luzes

Maior laser de raios X do mundo gera primeiras luzes
Túnel principal de aceleração do XFEL, medindo 2,1 km.[Imagem: DESY/D. Nölle]

Laser de raios X

O laboratório XFEL, o maior laser de raios X do mundo, atingiu o último grande marco antes de sua abertura oficial, prevista para Setembro.

A instalação de 3,4 km de comprimento, a maioria localizada em túneis subterrâneos em Hamburgo, na Alemanha, gerou sua primeira luz laser de raios X.

O laser de raios X tem um comprimento de onda de meros 0,8 nanômetro - cerca de 500 vezes menor do que a luz visível. Neste primeiro teste, o laser teve uma taxa de repetição de um pulso por segundo, o que deverá aumentar para 27.000 pulsos por segundo quando as operações começarem para valer.

"A instalação, para a qual muitos países em todo o mundo contribuíram com conhecimento e com componentes, passou pelo seu primeiro grande teste de forma brilhante. Agora podemos começar a direcionar os flashes de raios X com espelhos especiais através da última seção do túnel para a sala de experimentos e, em seguida, passo a passo iniciar o comissionamento das estações de experimentação. Estou muito ansioso para o início da operação pelos usuários internacionais, que está previsto para setembro," disse o prof. Robert Feidenhans, diretor do XFEL.

De doenças à astrofísica

A luz de raios X do XFEL será um bilhão de vezes mais brilhante do que a das fontes convencionais de luz síncrotron.

O comprimento de onda do laser corresponde ao tamanho de um átomo, o que significa que os raios X poderão ser usados para fazer imagens e filmes do nanocosmo em resolução atômica - incluindo biomoléculas, cujo estudo é essencial para o campo da biomedicina, na busca de uma melhor compreensão das doenças e de novas terapias para combatê-las.

Outras oportunidades de pesquisa incluem processos químicos e técnicas catalíticas, com o objetivo de melhorar sua eficiência ou torná-los mais ecológicos, pesquisas de materiais e até experimentos astrofísicos, com vistas a recriar condições semelhantes às existentes no interior dos planetas.





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