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NASA encerra operações da sonda marciana Phoenix

NASA encerra operações da sonda marciana Phoenix
Na imagem inferior, os dois painéis solares arredondados apareceram em tons azuis na foto feita em 2008. Na foto atual, um deles desapareceu completamente.[Imagem: NASA]

A morte da Fênix

A NASA encerrou oficialmente a missão da sonda Phoenix, depois que repetidas tentativas de contato com a nave pousada em Marte se mostraram infrutíferas.

Na semana passada, a MRO sobrevoou o local de aterrissagem da Phoenix 61 vezes, durante uma tentativa final para se comunicar com a sonda. Nenhuma transmissão foi detectada. A Phoenix também não havia se comunicado durante 150 voos em três campanhas anteriores feitas neste ano.

A sonda, que era alimentada por energia solar, completou a sua missão de três meses e continuou trabalhando até que a luz solar diminuiu dois meses depois com a chegada do inverno. As tentativas de contato foram feitas porque agora a sonda voltou a ficar iluminada pelo Sol.

Enterrada em Marte

Na verdade, a Phoenix já havia completado com êxito sua missão em 2008, depois de ter encontrado gelo em Marte e fotografou neve no planeta vermelho, que não chega a cair no solo, derretendo-se ainda na atmosfera. - veja Missão da Phoenix em Marte chega ao fim.

O fato novo agora é que ela foi fotografada por uma outra sonda espacial que está orbitando Marte, a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO).

A imagem da Phoenix, feita pela câmera HiRISE da sonda MRO, mostra danos aos painéis solares, sendo que não é possível ver a sombra de um deles, que provavelmente se quebrou.

"As duas imagens são radicalmente diferentes", disse Michael Mellon, membro da equipe científica da Phoenix e da HiRISE. "A sonda parece menor, e apenas uma parte da diferença pode ser explicada pelo acúmulo de poeira sobre a sonda, que torna sua superfície menos distinguível do solo em volta."

Peso do gelo

As mudanças nas sombras da sonda são consistentes com as previsões de como a Phoenix poderia ser danificada pelos rigores do inverno marciano.

Os engenheiros calculavam que o peso de uma formação de gelo de dióxido de carbono poderia entortar ou quebrar os painéis solares da sonda.

Mellon calcula que centenas de quilos de gelo podem ter-se acumulado sobre os painéis, fazendo com que pelo menos um deles se quebrasse.





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