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Sondas espaciais voarão em formação graças a eletroímãs supercondutores

Sondas espaciais voarão em formação graças a eletroímãs supercondutores
Visão artística das diversas sondas espaciais que formarão o telescópio espacial Terrestrial Planet Finder[Imagem: T.Herbst(MPIA)/NASA]

Fazer com que várias sondas espaciais voem em formação é uma condição essencial para várias missões que a NASA planeja enviar ao espaço. Entre essas missões estão a Terrestrial Planet Finder, que vai procurar planetas semelhantes à Terra orbitando outras estrelas, e o LISA, que vai procurar pelas ondas gravitacionais.

Vôo formação no espaço

O enfoque tradicional para manter as sondas espaciais em posições fixas relativamente umas às outras envolve a utilização de pequenos foguetes, como os encontrados em todos os satélites artificiais.

Mas essa solução está longe do ideal por uma série de razões, entre as quais a grande quantidade de combustível exigida e o fato de que os gases emitidos pelos foguetes de posicionamento das sondas contaminariam os sensíveis instrumentos ópticos umas das outras.

A solução mais promissora até agora encontrada é a utilização de eletromagnetos, construídos com fios supercondutores dispostos em formato de bobina. Esses ímãs podem ser ajustados para atrair ou repelir as sondas espaciais entre si, de acordo com as necessidades de navegação. Esse ajuste é feito por meio do controle da corrente elétrica que passa pelas bobinas.

Interferência magnética

Este conceito ainda não foi testado no espaço, mas os engenheiros já antecipam que ele terá alguns problemas. O primeiro deles é que os campos magnéticos gerados para manter o vôo em formação interferirão com os sensíveis equipamentos eletrônicos das sondas espaciais.

Outro problema poderá ser causado pelo próprio campo magnético da Terra. Ao interagir com os magnetos das sondas, o magnetismo terrestre poderá fazer com que as sondas comecem a girar, desestabilizando a formação e impedindo o funcionamento sincronizado dos seus equipamentos científicos.

Inversão de polaridade

Agora, um grupo de pesquisadores da Agência Espacial Japonesa acredita ter encontrado a solução para esse problema. Segundo eles, basta alterar a polaridade dos magnetos das sondas continuamente.

A inversão contínua das polaridades impediria que o campo magnético terrestre exercesse um empuxo contínuo sobre as sondas, evitando que elas ganhem um movimento de rotação.

As simulações feitas pela equipe do Dr. Shin-ichiro Sakai também garantem que as alterações de polaridade não interferirão com as forças necessárias para o próprio vôo em formação.

Bibliografia:

Electro Magnetic Formation Flight for LEO Satellites
Sakai, S, Kaneda, R, Maeda, K, Saitoh, T, Saito, H, Hashimoto, T.
Proceedings of the 3rd International Symposium on Formation Flying, Missions and Technologies
08-May-2008




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