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Satélites desenvolvidos no Brasil serão lançados ainda este ano

O terceiro teste do foguete brasileiro VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites) será responsável pela colocação em órbita de dois satélites artificiais também genuinamente brasileiros.

Um deles é o SATEC - Satélite Tecnológico, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O outro, o UNOSAT, é o primeiro nanossatélite brasileiro e foi desenvolvido por professores e alunos da Universidade Norte do Paraná (Unopar), com o apoio, entre outras instituições, da Agência Espacial Brasileira (AEB).


Satélite Tecnológico

O SATEC foi planejado para testar os equipamentos tecnológicos embarcados no VLS, fornecendo maiores informações para futuras aplicações. Estimado para ter uma vida útil de seis meses, ele possui massa de 65 kg, mede 66 cm de largura e profundidade e 61 cm de altura.

Custou cerca de R$ 500 mil, segundo o responsável pelo projeto, Arcélio Costa Louro, um valor considerado baixo pela possibilidade da utilização do estoque de materiais de outros programas do INPE.

A órbita do satélite será circular com inclinação de 15 Graus e altitude de 750 km, próxima da órbita dos SCDs 1 e 2, e levará a bordo quatro sistemas tecnológicos a serem testados: uma bateria, uma PCU (condicionador de potências), um receptor GPS (sistema de posicionamento global) para determinação de sua localização, e o transmissor de alta freqüência (bandaS). A estrutura, a bateria, o PCU e o transmissor Banda S foram desenvolvidos internamente no INPE; os painéis solares e o GPS foram desenvolvidos em parceria com empresas nacionais da área.


Características do SATEC:

  • Órbita: 750 km - circular com inclinação de 15 Graus

  • Estabilização: rotação a 120 rpm

  • Vida útil: 6 meses

  • Estrutura: Painéis tipo sanduíche com colméia e chapas de face de alumínio

  • Massa: 65 kg

  • Gerador solar: células de Silício gerando 20 W

  • Bateria: Tipo NiCd - 5 Ah

  • PCU: com tecnologia serie linear

  • Receptor GPS: adaptado para as condições de Vôo

  • Transmissor: Banda S com modulação BPSK


Nanossatélite brasileiro

O foguete VLS-1 também colocará em órbita o primeiro nanossatélite brasileiro, produzido por pesquisadores e estudantes da Universidade Norte do Paraná (Unopar).

O UNOSAT é composto por um transmissor FM, duas baterias recarregáveis e um conjunto não recarregável, quatro painéis solares, antena, placa de voz digital e um computador de bordo.

O satélite ficará em órbita circular de 750 Km com inclinação de 16 graus com relação ao Equador. Durante o vôo, transmitirá em intervalos regulares uma mensagem de voz e um pacote de dados de telemetria em protocolo AX25.

Os painéis solares e o transmissor GPS foram desenvolvidos em parceria com empresas nacionais do ramo espacial.


Características do nanossatélite UNOSAT

  • Massa: 8,83 Kg

  • Dimensões: 460mm por 250 mm por 85 mm

  • Dados transmitidos para terra:

  • Mensagem em voz identificando o satélite

  • Telemetria

  • Temperatura dos painéis solares

  • Temperaturas das baterias recarregáveis

  • Temperatura do transmissor e do computador de bordo

  • Tensão das baterias

  • Aceleração centrípeta






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