Mecânica

Nióbio puro já pode ser processado por técnica de injeção

Nióbio puro já pode ser processado por técnica de injeção

Engenheiros da Universidade do Estado da Pensilvânia, Estados Unidos, desenvolveram o primeiro processo de extrusão capaz de processar pó de nióbio puro. O nióbio é um metal biocompatível, similar à platina e ao titânio, mas mais barato. O Brasil produz mais de 90% de todo o nióbio do mundo.

Segundo os pesquisadores, o novo processo permitirá a fabricação de peças de nióbio pelo método de injeção, o mesmo sistema utilizado na fabricação de produtos plásticos. Estas peças podem ser desde bocais para foguetes e fios-máquina para produção de parafusos, até próteses de ossos humanos.

Gaurav Aggarwal, Seong J. Park e Ivi Smid apresentaram sua descoberta no Simpósio Internacional de Nióbio e Tântalo, que aconteceu nesta segunda- feira, dia 17, em Pattaya, na Tailândia.

Aggarwal destaca que outros pesquisadores já desenvolveram técnicas para processar o nióbio por meio da metalurgia do pó e algumas dessas técnicas têm sido utilizadas para o processamento de ligas e superligas à base de nióbio pelo método da injeção. Entretanto, os pesquisadores agora conseguiram processar o nióbio puro.

A nova técnica inclui um método para se calcular as proporções ótimas de nióbio em pó e ligante, assim como a temperatura adequada e a duração da sinterização. Esse método de cálculo também poderá ser utilizado para outros materiais que, como o nióbio, possuem partículas de tamanhos irregulares.

O nióbio é misturado com o ligante apropriado numa proporção de 92% de nióbio e 8% de ligante, em peso. Esta mistura é então processada em uma máquina de injeção comum.

A peça gerada no processo de injeção é colocada em um solvente, que dissolve o ligante. A seguir ela é aquecida para se retirar o solvente e resquícios do ligante. O processamento final é feito em um forno de sinterização.





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