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Amerício radioativo é retirado de sucata de avião

Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) recolheram peças de material radioativo que faziam parte da sucata de um avião em um terreno comercial de Taguatinga, cidade a 21 quilômetros de Brasília.

Leiloada recentemente, a aeronave de médio porte está tendo a cabine transformada em um restaurante.

De acordo com o CNEN, foram retiradas das asas do avião duas peças com amerício-241.

Instalados nos tanques, os equipamentos retirados medem a densidade do combustível e são comuns em aeronaves. Segundo os técnicos, a quantidade do material era pequena e as cápsulas não estavam rompidas.

O elemento amerício-241 tem baixa radioatividade e oferece pouco risco. Apenas em caso de rompimento e de contato direto com o corpo humano, haveria a possibilidade de contaminação.

Peças com esse material radioativo são usadas também em para-raios e detectores de fumaça.

O material foi encaminhado para análise da unidade do CNEN em Abadia de Goiás, na região metropolitana de Goiânia. De lá, as cápsulas de amerício serão depositadas em armazéns especiais na própria cidade, conforme o protocolo de recolhimento de resíduos radioativos.

Desmontado, o avião havia sido vendido para comerciantes que pretendem montar um restaurante. Segundo o CNEN, as cápsulas deveriam ter sido retiradas antes de a aeronave ser leiloada.

O órgão vai abrir uma investigação sobre a venda de restos de avião no Distrito Federal. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e a Presidência da República foram informadas sobre o caso. De acordo com o CNEN, a denúncia foi feita por e-mail por um piloto que esteve no terreno e viu os equipamentos radioativos nas asas, que ainda estavam desmontadas.





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