Energia

Batido recorde mundial de eficiência na conversão energia solar-eletricidade
Sistema parabólico registra nova recorde mundial na conversão de energia solar em eletricidade, alcançando 31,25%.[Imagem: Randy Montoya]

Engenheiros do laboratório Sandia, nos Estados Unidos, bateram um novo recorde mundial na eficiência da conversão de energia solar para eletricidade fornecida diretamente à rede de distribuição. A eficiência do sistema alcançou 31,25%.

Gerando eletricidade com calor

O recorde foi alcançado no prato número 3 da estação geradora que está sendo construída no estado do Novo México. A energia solar é capturada na forma de calor, que movimenta um motor Stirling para a geração da eletricidade. Conheça o projeto completo na reportagem Sistema parabólico utiliza espelhos na geração de energia solar.

Eficiência na conversão

A eficiência da conversão energia solar-energia elétrica é calculada medindo-se a energia líquida enviada para a rede de distribuição e dividindo-a pela energia solar que atinge os espelhos parabólicos. O recorde anterior havia sido estabelecido em 1984, e era de 29,4%.

"Ganhar dois pontos inteiros de eficiência de conversão neste tipo de sistema é fenomenal," afirmou Bruce Osborn, presidente da Stirling Energy. "Este é um avanço significativo que coloca nosso sistema parabólico-motor bem acima da capacidade de qualquer outro coletor parabólico-solar e um passo mais próximo de comercializarmos um sistema economicamente viável."

Motor Stirling

Os pratos solares geram eletricidade focalizando os raios solares em um receptor, que transmite o calor para um motor Stirling. O motor consiste em um sistema selado cheio de hidrogênio. À medida em que o gás aquece e resfria sua pressão aumenta e diminui. A mudança na pressão movimenta os pistões no interior do motor, produzindo energia mecânica que, por sua vez, faz girar um gerador que produz a eletricidade.

Qualidade dos espelhos

Segundo os engenheiros do Laboratório Sandia, o principal responsável pelo novo recorde foi o avanço alcançado na produção dos espelhos parabólicos. Os pratos são feitos com um vidro com baixo teor de ferro, recobertos por uma película de prata. Os protótipos anteriores conseguiam refletir 91% da luz incidente sobre eles. O prato número 3, com seus novos espelhos, atinge uma reflexibilidade de 94%.

O feixe de calor que entra no coletor agora mede apenas sete polegadas de diâmetro (17,78 centímetros) graças à maior eficiência dos espelhos. Esse feixe mais concentrado também é responsável por um maior rendimento do motor Stirling.





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