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Em 2016, o Brasil deverá alcançar a segunda ou terceira colocação no ranking dos países que mais investem no aproveitamento dos ventos como fonte de energia, subindo ainda para a sexta posição mundial em capacidade instalada.

Este é o prognóstico da presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Silva Gannoum, durante o encontro nacional de agentes do setor elétrico, realizado no Rio de Janeiro.

No ano passado, o Brasil foi o quarto país do ranking, em termos de aumento da capacidade eólica, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, com expansão de 2,5 gigawatts (GW) de energia. Já em relação à capacidade instalada, o país passou para a décima posição, com ganho de três posições em relação ao ano anterior.

Atualmente, estão em atividade no Brasil 262 usinas eólicas, somando capacidade instalada de 6,56 GW, suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Paulo.

Os prognósticos apontam para 10 GW até o final deste ano, e 18 GW em 2019.

Energia eólica no Brasil

Complementar à matriz hidráulica, como as demais fontes renováveis, a energia eólica mostra tendência de expansão. "A tendência do Brasil é expandir sua matriz a partir das fontes complementares. Nós temos as renováveis complementares e as complementares, termelétricas, que além de poluentes são mais caras", explicou Elbia.

A executiva advertiu, entretanto, que o Brasil não pode se furtar a investir nas usinas térmicas, porque elas contribuem para a segurança do sistema elétrico nacional. "Uma tendência de matriz futura, com o nível de hidrelétrica atual e uma tendência de crescimento das renováveis complementares, puxadas pela eólica, e com alguma participação termelétrica, é um sinal do governo para garantir a segurança básica do sistema", ressaltou.





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