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Espaço

Especial Antimatéria: Antimatéria no espaço e nas naves espaciais

Com informações da Simmetry - 10/07/2015

Especial Antimatéria: Antimatéria no espaço e na naves espaciais
Uma equipe de físicos brasileiros participa do projeto AMS, também conhecido como "LHC do espaço".
[Imagem: NASA]

9. Antimatéria que deveria ter-nos impedidos de existir pode estar à espreita no espaço

Uma das maneiras pelas quais os físicos estão tentando resolver o problema da assimetria matéria-antimatéria é procurando pela antimatéria deixada pelo Big Bang.

O Espectrômetro Magnético Alfa - ou AMS - é um detector de partículas montado na Estação Espacial Internacional que está procurando por estas partículas.

O AMS contém campos magnéticos que curvam a trajetória das partículas cósmicas para separar a matéria da antimatéria. Seus detectores avaliam e identificam as partículas à medida que elas o atravessam.

As colisões de raios cósmicos produzem pósitrons e antiprótons o tempo todo, mas a probabilidade de criar um átomo de anti-hélio é extremamente baixa por causa da enorme quantidade de energia necessária para isso.

Isto significa que, se o AMS conseguir observar mesmo que um único núcleo de anti-hélio, isto seria um forte indício da existência de uma grande quantidade de antimatéria em algum lugar no Universo. O AMS continua fazendo seu trabalho, 24 horas por dias, 7 dias por semana.

10. Como impulsionar naves espaciais com antimatéria

Apenas um punhado de antimatéria pode produzir uma quantidade enorme de energia, tornando-se um combustível ideal para naves espaciais interestelares.

A criação de motores para naves espaciais alimentados por antimatéria é teoricamente possível; a principal limitação está em produzir antimatéria suficiente para fazer isso acontecer.

Atualmente, não existe tecnologia disponível para produzir ou coletar antimatéria no volume necessário para alimentar uma espaçonave.

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Antimatéria no espaço e nas naves espaciais

Como você viu em outra reportagem desta série, toda a antimatéria produzida pelo homem até hoje não daria para aquecer uma xícara de chá.

No entanto, um pequeno número de pesquisadores tem realizado estudos de simulação de propulsão e de armazenamento de antimatéria, incluindo Ronan Keane e Wei-Ming Zhang (Universidade Estadual de Kent) e Marc Weber (Universidade do Estado de Washington).

Um dia, se pudermos descobrir uma maneira de criar ou coletar grandes quantidades de antimatéria, estes estudos poderão ajudar a tornar realidade as viagens interestelares propelidas por antimatéria, deixando para a história os foguetes químicos e livrando-se da necessidade de estar próximos às estrelas para alimentar painéis solares.

 







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