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Espaço

NASA revela planos para voltar à Lua - para ficar

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/05/2019

NASA revela planos para voltar à Lua - para ficar
Serão pequenos passos, um de cada vez, mas agora a NASA parece decidida a voltar à Lua.
[Imagem: NASA]

Programa Ártemis

A NASA anunciou seus planos para enviar astronautas de volta à Lua, afirmando que desta vez, "iremos à Lua para ficar".

O projeto foi batizado de Ártemis. Na mitologia grega, Ártemis, ou Artemísia, é irmã gêmea de Apolo, que deu seu nome à missão original que levou o homem à Lua, há mais de meio século.

A partir inicial do programa está escalonada em três etapas.

Em 2020, a Ártemis 1 consistirá em uma nave não tripulada que será enviada para orbitar a Lua durante três semanas e retornar à Terra.

Em 2022, a Ártemis 2 levará uma tripulação para orbitar e admirar a Lua do espaço - sem pousar.

Finalmente, em 2024, a Ártemis 3 levará uma tripulação que deverá pousar na Lua - incluindo a primeira mulher.

Na sequência as coisas se aceleram um pouco, estando planejadas as missões Ártemis 4 (2025), Ártemis 5 (2026), Ártemis 6 (2027) e Ártemis 7 (2028).

NASA revela planos para voltar à Lua - para ficar
A estação espacial lunar Gateway terá apenas o mínimo necessário quando a primeira missão chegar a bordo da nave Órion (direita) para pousar.
[Imagem: NASA]

Estação espacial lunar

O caminho para a Lua estará bem mais movimentado no início do programa do que apenas um lançamento a cada dois anos.

Entre as primeiras três missões Ártemis, cinco lançamentos, feitos com foguetes e naves de empresas privadas, levarão até a órbita da Lua o primeiro módulo da estação lunar Portal (Gateway), que servirá como ponto de recepção dos astronautas em preparação para o pouso na Lua.

Na ocasião da chegada dos primeiros astronautas que descerão na Lua (2024), a estação lunar consistirá de apenas um pequeno módulo, além do sistema de propulsão e de gigantescos painéis solares. Lá já deverá estar atracado o primeiro módulo de pouso, que será usado pela tripulação para chegar ao solo lunar.

O primeiro módulo da estação será construído pela empresa Maxar. O módulo de pouso, por sua vez, ainda não tem fornecedor definido. O diretor da NASA, Jim Bridenstine, afirmou que "nós não seremos donos do hardware, nós vamos comprar o serviço. O objetivo aqui é velocidade, 2024 está logo aí na esquina."

Há poucos dias, a empresa privada Blue Origin apresentou um módulo lunar projetado para levar carga para a Lua, com possibilidade de ser adaptado para levar astronautas.

NASA revela planos para voltar à Lua - para ficar
Ilustração de um dia de atividades no que a NASA planeja ser uma "presença sustentada na Lua".
[Imagem: NASA]

Presença sustentada na Lua

A Ártemis 7 (2028) marcará o que a NASA chama de presença sustentada na Lua. "A NASA e seus parceiros da indústria e internacionais planejam ter uma cadência constante de expedições de astronautas para a Gateway e a superfície lunar, com maior capacidade da Gateway e sistemas de pouso reutilizáveis."

Finalmente, 2030 marcará o início do passo seguinte: "Astronautas em Marte".

De acordo com a agência, "a NASA está mantendo seus olhos na exploração humana de Marte. Nossa abordagem sustentável de exploração da Lua a Marte é reutilizável e repetível - construiremos uma arquitetura de exploração aberta em órbita lunar com tantas capacidades que possam ser replicadas quanto possível para missões ao Planeta Vermelho."

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O foguete SLS tem uma coleção de atrasos, mas precisará ficar pronto para que o Programa Ártemis tenha êxito.
[Imagem: NASA]

Aluguel de naves espaciais

As três missões Ártemis iniciais deverão ser impulsionadas pelo foguete SLS (Space Launch System), que a Boeing está construindo para a NASA, mas que tem sofrido seguidos atrasos no cronograma - quando o SLS foi anunciado, em 2011, o plano era testá-lo em 2018.

A nave será a Órion, uma versão modernizada das naves da missão Apolo.

Embora mais adiantada, a nave Dragon, da empresa privada SpaceX, principal parceira da NASA atualmente, explodiu no início deste mês no solo, durante os primeiros testes de fogo do sistema de escape, que deverá ser usado pelos astronautas caso haja algum problema com o foguete. O foguete da SpaceX para ir à Lua é o Falcon Heavy.







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