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Cientistas revisam previsão do aquecimento global

Modelo de computador

O Met Office, o centro nacional de meteorologia britânico, revisou uma de suas previsões sobre o quanto o mundo ficará mais quente nos próximos anos.

A nova projeção calcula que o aumento na temperatura pode ser menor do que o previsto anteriormente.

Segundo o novo estudo, a temperatura média deve ser elevada em 0,43º C até 2017 - enquanto a projeção anterior sugeria o aquecimento global de 0,54º C.

O centro afirma que a mudança ocorreu porque foi usado um novo tipo de modelo de computador, que utiliza parâmetros diferentes.

Se a nova previsão se mostrar correta, a temperatura média global permaneceria praticamente a mesma por cerca de duas décadas.

Desaceleração, não reversão

Os novos dados reabriram uma polêmica no mundo científico, já que um dos principais argumentos usados por críticos que não concordam com a tese do aquecimento global é o de que não há evidências suficientes para a constatação de uma mudança significativa nas temperaturas mundiais.

Para os céticos, uma aparente estabilização do aquecimento global representa um sinal de que os alertas sobre a ameaça do aquecimento global foram exagerados.

Um porta-voz do Met Office disse, no entanto, que "a nova previsão definitivamente não sugere temperaturas mais baixas, já que ainda há uma tendência a longo termo de aquecimento global, se compararmos com os anos 50, 60 e 70". "Nossa previsão é a de temperaturas que estarão próximas aos níveis recordes que vimos nos últimos anos."

O porta-voz afirmou ainda que, como a variação natural é baseada em ciclos, esses fatores podem mudar em algum ponto.

O centro britânico procurou ressaltar que o novo projeto é resultado de um trabalho experimental e que ele não altera as projeções de longo prazo do órgão.

Por que a desaceleração do aquecimento?

As previsões são baseadas em uma comparação com a média de temperatura global no período entre 1971 e 2000.

O modelo anterior projetava que o período de 2012 a 2016 seria 0,54º C mais quente que a média - com uma margem de erro de 0,36 a 0,72º C.

Já o novo modelo prevê um aumento cerca de 20%, de 0,43º C - com uma margem de 0,28% a 0,59%.

Essa temperatura seria apenas um pouco mais alta do que o ano recorde, 1998, quando acredita-se que o fenômeno conhecido como El Niño tenha causado mais calor.

Cientistas climáticos do Met Office e de outros centros vêm tentando entender o que está acontecendo no período mais recente.

A explicação mais óbvia baseia-se em uma variação natural, com ciclos de mudanças na atividade solar, na temperatura e nos movimentos dos oceanos.





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