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Siemens, fornecedora de Angra 3, abandona indústria nuclear

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/09/2011

Abandonar o navio

"O capítulo da indústria nuclear para nós está definitivamente encerrado."

Foi o que afirmou Peter Loescher, diretor-presidente da empresa alemã Siemens, à revista Der Spiegel.

Para ele, o projeto da primeira-ministra Angela Merkel, de desativar todas as centrais nucleares da Alemanha até 2022 é o "projeto do século".

A saída da Siemens da indústria nuclear "é a resposta da empresa ao posicionamento claro da sociedade alemã e de seus dirigentes para o abandono completo da energia nuclear," afirmou ele.

Todas as atuais 17 usinas nucleares alemãs foram construídas pela Siemens.

Angra 3

A Siemens é a fabricante dos equipamentos da usina Angra 3, que estão encaixotados há 25 anos e que começarão a ser montados provavelmente no ano que vem.

Em 2001, a Siemens remodelou sua área de negócios da energia nuclear, formando uma joint-venture com a francesa Areva.

Segundo o site da Eletronuclear, durante a montagem da Usina Angra 3 "a maior participação de estrangeiros se dará principalmente na fase de comissionamento de equipamentos e sistemas da Usina, cabendo à empresa franco-alemã Areva a complementação do fornecimento de parte dos equipamentos, não disponíveis no mercado nacional, e o suporte técnico de alguns serviços específicos de supervisão de montagem e de engenharia."

Fim do sonho nuclear

Em Janeiro de 2009, a Siemens abandonou a joint-venture, mas afirmou que mantinha seu comprometimento com a indústria nuclear, e que continuaria a fornecer equipamentos para a Areva, sobretudo na área de "instrumentação operacional e sistemas de controle".

Agora, a empresa decidiu abandonar inteiramente a indústria nuclear.

A Areva ainda não se pronunciou sobre a decisão da Siemens.

O diretor-presidente da empresa afirmou que a empresa continuará a fabricar equipamentos, como turbinas a vapor, que podem ser usados por centrais termonucleares, mas que não são exclusividade dessa forma de geração de energia.

Enquanto isso, no Brasil, o governo ainda não se decidiu o que fará com o projeto nuclear brasileiro:





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