Informática

Sites de busca do futuro trarão respostas e não páginas com respostas

Um dia, em um futuro não muito distante, você digitará o tema de seu interesse no formulário de pesquisas de um mecanismo de busca e, em vez de receber uma listagem com páginas que contenham assuntos relacionados à sua questão, você receberá apenas a resposta.

Com essa funcionalidade, será possível fazer as pesquisas por meio de perguntas diretas e obter respostas diretas. Um exemplo poderia ser: "Quem fez a voz do Yoda no filme Guerra nas Estrelas?" e a resposta viria direta: "Frank Oz."

Respostas sutis

Mas isto é só o começo. Você poderá perguntar coisas sutis, como "O que os brasileiros acham do SUS?" e o mecanismo de busca montará um relatório estatístico indicando tendências nas opiniões com base nas notícias e artigos postados na Web.

Os mecanismos de buscas serão capazes até mesmo de distinguir entre ficção e fatos da vida real, de acordo com Weiyi Meng, professor de computação da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, que está desenvolvendo esta nova tecnologia.

Deficiências dos mecanismos de busca

Meng acredita que há uma falha básica na forma como os mecanismos de busca como o Google ou o Yahoo foram concebidos. Para ele, a Web é formada por duas partes, uma superficial e outra profunda.

A superfície da Web é formada por algo em torno de 60 bilhões de páginas. Mas a Web profunda é muitas vezes maior, chegando hoje a quase 1 trilhão de páginas, segundo cálculos do pesquisador.

"A maioria das páginas da Web profunda não são diretamente indexáveis. Nós queremos conectar a pequenos mecanismos de busca e atingir a Web profunda. Muitas pessoas têm o conceito errado de que o Google pode pesquisar tudo e, se algo não estiver lá, então esse algo não existe. Mas nós somos capazes de capturar muitas vezes mais do que o conteúdo que o Google usa em suas pesquisas," diz Meng.

Metabusca

Os novos algoritmos de busca de Meng e seus colegas rodam em uma plataforma muito parecida com os conhecidos sistemas de metabusca, que juntam resultados dos principais mecanismos de buscas para compor um resultado único.

Mas aí reside também a principal diferença. Em vez de compilar pesquisas feitas nos grandes mecanismos, que Meng afirma serem insuficientes, sua ideia é utilizar as ferramentas de procura embutidas na maioria dos sites.

Essas caixas de buscas, disponibilizadas pelos mantenedores de cada site, estão sempre atualizadas porque são capazes de fazer pesquisas nas informações que são colocadas no site em tempo real. Já o Google, por exemplo, afirma que não se compromete em indexar todas as páginas de cada site e, ainda que indexe, o seu robô leva dias ou até semanas para atualizar seu índice com as novas informações.

O protótipo do sistema, chamado Webscalers, está rodando em fase de testes unificando os 64 campi da Universidade do Estado de Nova Iorque.





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