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Aprovado software que dará interatividade à TV digital

Ginga para TV digital

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) aprovou a adoção de uma terceira versão do software Ginga, ferramenta que possibilitará a interatividade das TVs que recebem o sinal digital.

Na comparação com as demais versões (Ginga A e B), o Ginga C terá, além de maior capacidade de armazenamento de dados - em especial aplicativos e arquivos multimídia -, uma estrutura de hardware que o colocará em condições de conexão com a internet.

"Por meio de um complemento opcional, o Ginga C dará maior capacidade de armazenamento para o setup box. Dessa forma terá mais espaço para manter os aplicativos residentes e para baixar mais conteúdo. É o primeiro passo para uma real integração da radiodifusão com a internet", disse o presidente do fórum, Roberto Franco.

O Fórum do SBTVD é composto por representantes do setor de radiodifusão, fabricantes de equipamentos e acadêmicos.

Segundo Franco, apesar de respaldado por técnicos durante reuniões anteriores, o novo equipamento preocupava a chamada "indústria da recepção" - empresas do setor eletroeletrônico a quem caberá a fabricação dos aparelhos de recepção.

"Essa preocupação [das empresas] é legítima e comum a qualquer sistema em fase de implementação, e foi fundamentada nos novos desafios e nos riscos de incompatibilidade com os perfis A e B do Ginga", explicou Franco.

Um grupo de trabalho foi montado a fim de identificar e solucionar o quanto antes eventuais problemas apresentados pelo software. "Estou seguro de que o risco de haver problemas será baixíssimo", completou.

TV digital brasileira

A TV digital brasileira faz parte do Projeto Brasil 4D, que é coordenado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Por meio dos televisores, será possível o acesso do cidadão a informações e serviços públicos. A ideia é levar a ferramenta a cerca de 14 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família.

Parte dos custos será coberta pelos cerca de R$ 3,6 bilhões em recursos obtidos como forma de compensação, pagos pelas empresas de telefonia móvel que venceram a licitação da faixa de 700 megahertz (Mhz).





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