Eletrônica

Imagens fotônicas a partir de impressoras comuns

Imagens fotônicas a partir de impressoras comuns

Cientistas da Universidade do Arizona (Estados Unidos) estão desenvolvendo um novo processo de impressão por jato de tinta que produz dispositivos emissores de luz e coletores de luz solar a partir de imagens digitalizadas em computador. O processo utiliza um material fotônico orgânico.

A experiência com o novo material utiliza impressoras jato-de-tinta comuns encontradas no mercado, significando que pode-se imprimir em qualquer tipo de superfície aceito pela impressora. Ao invés de imprimir imagens comuns, o jato de "tinta" é utilizado para variar a condutividade do material que está recebendo a imagem. A experiência, conduzida pelo Professor Ghassan E. Jabbour e pelo estudante Yuka Yoshioka, utilizou, ao invés da tinta da impressora, uma solução orgânica, aplicada sobre uma superfície eletricamente condutora, produzindo uma foto com iluminação própria.

"Nós fizemos alguma "alquimia" com a impressora que nos permitiu controlar onde queremos permitir um grande volume de elétrons e onde nós não queremos que haja elétrons", disse o Professor Jabbour.

O processo parte de um desenho ou foto digitalizada através de um scanner comum. O desenho é impresso como se faz com qualquer documento. A impressora é que recebe as adaptações: o programa interpreta as cores do desenho convertendo-as para uma reação química.

Utilizando diferentes materiais como substrato de impressão (o material que faz as vezes do papel na impressora), os cientistas conseguiram imprimir fotos em várias cores visíveis ou em infravermelho. Impressões em infravermelho sobre plástico, silício ou vidro, encontrarão uma série de aplicações em segurança. Como as moléculas orgânicas utilizadas na impressão são transparentes, pode-se, por exemplo, imprimir células fotovoltaicas sobre os vidros das janelas de uma residência.

A capacidade de variar continuamente a condutividade nos materiais poderá ser utilizada em outras áreas que utilizam microtecnologias. Pode-se, por exemplo, construir minúsculos aquecedores que permitem variar a temperatura de um lugar para outro em um mesmo material, ou ainda micro filtros que podem filtrar íons de uma solução.





Outras notícias sobre:

Mais Temas