Energia

Açúcar como fonte de hidrogênio para Células de Combustível

Embora os engenheiros tenham problemas suficientes para se preocupar quando o assunto é o desenvolvimento de células de hidrogênio, nunca é demais lembrar que a disponibilidade do próprio hidrogênio não é algo trivial. Uma premissa básica de qualquer fonte energética é que sua exploração não pode consumir mais energia do que a energia produzida por ela. Embora tenham excelente eficiência em relação aos motores a combustão, além de não poluírem, as células de combustível deverão contar com hidrogênio abundante e barato. E, no capitalismo, barato é sinônimo de pouco investimento ou, apenas dito de outra forma, pouco gasto de energia.

Uma das formas mais promissoras de se conseguir hidrogênio barato para abastecer as células de combustível, pelo menos é a mais comentada entre os pesquisadores, é a quebra molecular de plantas, como o milho, por bactérias.

Mas os cientistas da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos), chefiados pelo Dr. James Dumesic, descobriram uma forma mais rápida e muito mais eficiente de conseguir hidrogênio. A matéria-prima é o açúcar. Os pesquisadores descobriram que, ao aquecer-se uma solução de glucose a 200º C, e forçando sua passagem por um catalisador de platina, o açúcar se quebra em hidrogênio e dióxido de carbono.

O processo é muito mais simples e barato do que todos os até agora considerados. Os cientistas esperam desenvolver o processo de forma a que 25% do hidrogênio seja dirigido para o funcionamento do próprio processo de extração, restando 75% para a utilização nas células de combustível.

O hidrogênio pode ser então bombeado para uma célula de combustível, enquanto que o dióxido de carbono pode ser liberado diretamente na atmosfera, onde as plantas se encarregarão de transformá-lo em oxigênio. É bom avisar a todos para não matar todas as plantas, senão o processo todo poderá falhar um dia.





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