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Energia

Energia limpa, retirada das ondas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/06/2003

Energia limpa

A depender da Eureka, uma rede pan-européia de pesquisas que congrega empresas, centros de pesquisas e universidades de todo o continente, a solução para os problemas mundiais de geração de energia elétrica deverá vir do oceano. O consórcio acaba de lançar um novo sistema de geração de eletricidade a partir do movimento das ondas do mar, três vezes mais eficiente do que os sistemas até agora disponíveis.

O gigantesco potencial gerador de energia elétrica dos oceanos ainda está por ser explorado. Juntamente com a energia dos ventos e da energia solar, a energia gerada a partir dos oceanos é limpa e auto-sustentável.

"Nós desenvolvemos um equipamento que gera energia a partir do oceano tão facilmente quanto uma turbina de vento o faz sobre a terra," afirma William Dick, coordenador do projeto.

O objetivo do grupo de pesquisadores, reunidos no projeto WWEC ("Wave Energy Converter": Conversor de Energia das Ondas), é a construção de uma tecnologia licenciável que possa ser instalada em alto mar, em grandes redes interconectadas. O enfoque adotado foge do convencional, uma vez que as tentativas até agora feitas de exploração do potencial energético dos oceanos sempre se baseou em aparatos instalados ao longo da costa. "Há muito mais energia disponível em alto mar, porque as ondas perdem energia à medida em que se aproximam de águas mais rasas." explica Dick.

Chamado de Wavebob, mesmo nome da empresa irlandesa que será responsável pelo licenciamento da tecnologia, o equipamento é parecido com uma bóia flutuante. Ao contrário das bóias tradicionais, porém, o Wavebob fica ancorado em uma massa de tração, tipicamente uma grande placa ou mesmo o o fundo do mar. Até agora, os dispositivos desse tipo apresentavam sérios problemas de projeto, com limitações quanto à massa de tração que podiam suportar e problemas decorrentes das violentas oscilações a que estavam sujeitos em mar aberto. "No Wavebob, nós encontramos soluções efetivas e de baixo custo para esses problemas. É um avanço tecnológico significativo." afirma Dick.

Além disso, os sistemas similares eram até hoje construídos para funcionar em uma freqüência de ondas típica, a chamada freqüência espectral. Quando o tempo se altera, o equipamento tanto pode ter sua integridade ameaçada, quanto ficar apenas surfando sobre as ondas. No primeiro caso a integridade do sistema é ameaçada e, no segundo, seu funcionamento não é eficiente. O Wavebob, ao contrário, pode ser configurado para operar em uma ampla faixa de freqüências, otimizando seu desempenho. Graças a um microcontrolador embarcado, essa configuração pode ser feita remotamente.

O equipamento pode também ser desligado, quando da ocorrência de tempestades, preservando sua integridade. Sendo mais leve do que os aparatos tradicionais, o Wavebob apresenta uma razão entre peso e energia gerada muito mais alta, possuindo ainda menores custos de instalação e ancoragem. O tamanho de cada unidade depende inteiramente das condições climáticas do local da instalação, com uma área de mar agitado requerendo maiores dimensões do que aquelas necessárias para um ambiente de ondas menores.







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